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18/12/13
Medicamentos: Produtos que são líderes de venda são cada vez mais difíceis
Segundo consultoria que analisou mercado de medicamentos, dos 271 produtos lançados em desde 2006, apenas 13 emplacaram vendas de mais de US$ 1 bi
Da redação

Após anos de improdutividade, desde os anos 90 as grandes empresas do setor farmacêutico lançam novos medicamentos em um ritmo mais acelerado, incluindo 39 só no ano passado. Mas vender as novas terapias é um problema e alguns novos medicamentos estão sendo recebidos com ceticismo num mercado cada vez mais preocupado com os custos. As informações são do The Wall Street Journal.

As farmacêuticas têm dificuldades para convencer médicos, pacientes e planos de saúde de que os avanços compensam o aumento de preços. O ceticismo é maior no caso dos remédios para doenças que já têm tratamentos eficazes.

segundo a consultoria ZS Associates, que analisou 500 lançamentos de medicamentos, dos 271 remédios lançados desde 2006, apenas 13 emplacaram vendas anuais de mais de US$ 1 bilhão nos Estados Unidos, comparado com 33 das 257 drogas que chegaram ao mercado nos cinco anos anteriores, 

Em mercados emergentes, os laboratórios enfrentam um cenário semelhante. O analista da Sanford C. Bernstein & Co., Tim Anderson, afirma que no segundo trimestre deste ano a taxa de crescimento em mercados emergentes para as nove maiores farmacêuticas globais foi de 5,7%, comparado com 8% um ano anterior. Para Ganesh Vedarajan, responsável pela área de oncologia e terapias especializadas da ZS, campeões de vendas não são mais tão comuns

Os remédios lançadas nos EUA entre 2006 e 2010 geraram uma receita anual média de US$ 143 milhões nos três anos após sua entrada no mercado, comparado com os US$ 208 milhões gerados nos cinco anos anteriores.

Como resultado, as farmacêuticas terão dificuldade para superar o grande golpe que os campeões de vendas anteriores estão sofrendo com a concorrência dos genéricos. Até 2015, os medicamentos com um total perto de US$ 100 bilhões em vendas anuais nos EUA devem perder sua proteção de patente.

A Pfizer havia previsto que dois remédios aprovados no fim de 2012 - o Eliquis, para derrames, e o Xeljanz, para artrite reumatoide - ajudariam a empresa a compensar a perda de US$ 12 bilhões em vendas anuais devido à concorrência dos genéricos contra o Lípitor, principal remédio para combater o colesterol alto. Entretanto, até o momoento, ambos os medicamentos tiveram um desempenho de mercado abaixo das expectativas.

segundo o Cortellis for Competitive Intelligence, um serviço de informações da Thomson Reuters, quando o Xeljanz foi aprovado, em novembro de 2012, analistas do setor projetaram vendas de US$ 350 milhões para este ano. Mas as vendas totalizaram apenas US$ 69 milhões nos primeiros nove meses de 2013. 

Executivos da Pfizer acreditam que o desempenho do medicamento está dentro das expectativas da empresa e que as iniciativas para "educar" os médicos estão começando a dar resultado, com a droga sendo mais receitada. Segundo Ian Read, diretor-presidente da Pfizer, há uma enorme pressão para se usar o genérico primeiro e isso reduz a introdução de novas classes de remédios.

Nos EUA, quando vários tratamentos estão disponíveis, os planos tentam direcionar receitas médicas para as opções mais baratas, principalmente os genéricos. Este ano, segundo uma pesquisa da Zitter Health Insights, 34% dos planos que participaram de uma informaram que sua abordagem padrão para um novo produto é recusar a cobertura ou impor restrições, como a exigência de autorizações prévias.

O Xeljanz, da Pfizer, concorre com marcas estabelecidas como Humira, Enbrel e Remicade, alguns dos remédios mais vendidos no mundo. Analistas acreditavam que o Xeljanz seria uma alternativa atraente porque é um comprimido em vez de injeção, como seus rivais. 

Mas os médicos continuam receitando os medicamentos antigos porque o fato de o Xeljanz ser administrado via oral não é um benefício grande o suficiente para ofuscar o comprovado desempenho das drogas anteriores.

Alguns remédios venderam bem, como o Eylea, da Regeneron Pharmaceuticals Inc. Um remédio contra hepatite C da Gilead Sciences Inc., aprovado no começo deste mês, deve logo se tornar um campeão de vendas. Mas outros lançamentos vêm sendo prejudicados por preocupações com o custo e a concorrência acirrada de remédios existentes.

Um bom exemplo dessas dificuldades acontece com uma nova classe de anticoagulantes. Durante décadas, médicos utilizaram a warfarina, vendida em mercados como Coumadin, no tratamento de uma arritmia cardíaca chamada fibrilação atrial. O remédio exige um monitoramento frequente dos pacientes para garantir que a dose é suficiente para impedir a formação de coágulos sem ao mesmo tempo causar hemorragia.

Boehringer Ingelheim GmbH, Johnson & Johnson, Pfizer e outras empresas correram para desenvolver substitutos e entrar no que esperavam ser um enorme mercado. Três remédios já foram aprovados desde 2010: o Eliquis, da Pfizer e Bristol-Myers Squibb, o Xarelto, da J&J e Bayer AG, e o Pradaxa, da Boehringer Ingelheim. A Daiichi Sankyo Co. está desenvolvendo um quarto, chamado Edoxaban.

Neal Shadoff, cardiologista do Grupo Presbiteriano do Coração, no Estado de New Hampshire, afirma que estudos mostraram que esses remédios, em geral, são pelo menos mais eficazes que o Coumadin, com um risco de sangramento menor. "O que poderia dar errado num caso desses?"

Ainda assim, de 83.000 pessoas que estão tomando anticoagulantes, apenas 27% estavam usando um dos novos remédios no terceiro trimestre deste ano, segundo registros de um banco de dados da Universidade Americana de Cardiologia. Uma preocupação que reforça a adoção lenta de novos remédios é a ausência de um antídoto eficaz para reverter os efeitos dos novos tratamentos se o paciente apresentar sangramento grave.

Mesmo assim, Anthony Pearson, cardiologista de St. Louis, diz que cerca de 75% de seus pacientes com fibrilação atrial que tomam warfarina preferem continuar com o remédio. Quando ficam sabendo a diferença de preço, disse Pearson, "eles dizem: 'Vou ficar bem com a warfarina'".



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