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09/11/11
Medicamentos: Vendas internas crescem mais que no exterior
Expansão brasileira é de 13% contra menos de 2% nos países ricos
Da redação

As vendas de remédios no Brasil crescem atualmente seis vezes mais do que nos mercados dos países ricos. As razões para o bom desempenho são os progressos na renda dos brasileiros e os últimos gastos públicos com saúde. As informações são do Jornal Estado de S.Paulo, que entrevistou o CEO da farmacêutica AstraZeneca e presidente da Federação Internacional da Indústria Farmacêutica, David Brennan.


Somente as vendas na China batem as do Brasil. Segundo o executivo, a expansão atual do mercado brasileiro de remédios é de 13% ao ano, enquanto que nas nações tidas como ricas, essa taxa é inferior a 2%. A melhoria na renda do brasileiro e, portanto, na sua condição de vida, permite que a população busque melhor saúde e educação, favorecendo a venda de remédios no balcão. A confirmar esse fato são os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS): mais de 50% dos gastos no Brasil com remédios ainda vêm do bolso de cada cidadão. Outra justificativa para a o elevado crescimento da comercialização interna de medicamentos é a manutenção dos gastos do governo com a saúde. Sem o problema da dívida, o governo brasileiro e os dos demais países emergentes continuam a gastar com saúde, o que também representa um amplo mercado para as farmacêuticas.

 

Apesar dos bons resultados internos, Brennan alerta que, por causa da disputa por patentes no Brasil, foi forçado a cancelar investimentos para a instalação de uma fábrica no país. Diferentemente da Novartis que, recentemente, anunciou plano de investimento da ordem de US$ 300 milhões na abertura de uma fábrica de vacinas no Brasil, maior projeto de investimento da organização até hoje no país e que criará cerca de cem postos de trabalho. Será o primeiro local de biotecnologia em escala industrial a ser construído em território nacional pela empresa. A previsão é de que, com a construção da fábrica prevista para 2014, haja uma redução da dependência brasileira do fornecimento externo.

Na Roche, as vendas no Brasil e nos países dos Brics têm ajudado a compensar a estagnação nos países ricos. Nos Estados Unidos, a expansão nesse período foi de apenas 1%, enquanto na Europa, 4%. Já no Japão, a empresa registrou uma contração de 2%. Nos países emergentes, a situação foi bem diferente. As vendas no Brasil aumentaram 16% e, na China, 28%. Nos últimos onze meses o crescimento das vendas da empresa em dólares acabou sendo de 6%.



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