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20/05/13
Médicos estrangeiros que irão atuar em áreas carentes não deverão fazer provas
Estrangeiros só poderão atuar por um período que não deve ultrapassar três anos. Proposta foi apresentada à Espanha e a Portugal nesta segunda-feira (20)
Folha de S. Paulo

O exame nacional de revalidação do diploma de médicos trazidos da Espanha e de Portugal para trabalhar temporariamente em áreas com déficit de profissionais da saúde no Brasil não será exigido. Por outro lado, os estrangeiros só poderão atuar nas áreas determinadas pelo governo, em periferias e no interior e por um período que não deve ultrapassar três anos. Caso os estrangeiros queiram trabalhar mais tempo no país, terão então de fazer o exame, de acordo com o modelo adotado por países como Canadá, Austrália, Reino Unido e Espanha.

A proposta foi apresentada à Espanha e a Portugal nesta segunda-feira (20), em Genebra, pelo Ministério da Saúde Alexandre Padilha, durante o encontro anual da OMS (Organização Mundial da Saúde). Caso aprovada, será o modelo de contratação de estrangeiros que o país vai adotar. De acordo com Padilha, o maior interesse é atrair médicos de Espanha e Portugal para atuar restritamente em regiões com carência de profissionais, por um período de dois, três anos, na área de atenção primária, em que a Espanha tem grande tradição. "O Brasil precisa de mais médicos, mais próximos da população e com mais qualidade" disse o ministro.

Com 20 mil médicos desempregados, o governo espanhol já indicou ter interesse no convênio. O Brasil é o segundo foco (depois da Inglaterra) do Ministério da Saúde espanhol para exportar profissionais.

A pasta preparou um projeto para o governo brasileiro, que propõe agilizar a concessão de vistos e validar diplomas espanhóis. Oferece como contrapartida facilidades e bolsas para estudantes brasileiros em universidades da Espanha. Na semana passada, o secretário de Gestão no Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mozart Sales, visitou faculdades de Medicina em Barcelona e Sevilha. Recém-formados dessas universidades também serão incorporados pelo governo brasileiro, segundo Padilha.

De acordo com Padilha, como ministro da Saúde, ele deve pensar em construir parcerias. Desde 2011, o governo inglês faz recrutamentos periódicos de médicos e enfermeiros na Espanha para trabalhar em hospitais e centros de saúde do país. A clínica geral Inma Fuentes queria trabalhar no Brasil, mas optou por um recrutamento em Londres. "O Brasil é uma ótima opção pelo tipo de atendimento que podemos fazer lá, mas eu desisti por causa da burocracia".

*As informações são da Folha de São Paulo. 



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