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18/04/12
Médicos fazem paralisação nacional no dia 25
Profissionais reclamam do que eles chamam de “abusos das operadoras de saúde”
Da redação

Médicos de todo o país farão, no próximo dia 25, um grande protesto contra as empresas que operam no setor de saúde suplementar. Segundo a categoria, trata-se de um dia de advertência dos profissionais contra as operadoras.

 

Os médicos dizem que as companhias do setor têm se recusado a avançar nas negociações pela recuperação de honorários defasados, e reclamam da interferência antiética na relação entre os profissionais e seus pacientes.

 

"A mobilização luta contra a falta de respeito aos médicos e em prol da saúde de qualidade para os usuários da saúde complementar", disse a diretora do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) e coordenadora da Comissão Estadual de Honorários Médicos da Bahia (Cehm), Débora Angeli.

 

No estado, os médicos se reúnem às 13h, no anfiteatro da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Pelourinho. Membros do Ministério Público Federal e Estadual, do Procon e da Agência Nacional de Saúde devem participar do encontro.

 

Em Pernambuco serão suspensos os atendimentos eletivos de todas as especialidades médicas das operadoras que não reajustaram os honorários. O protesto inclui consultórios, clínicas médicas, laboratórios, clínicas de imagem e Raio X. Ficam mantidos os atendimentos nas emergências, os serviços de quimioterapia, hemodiálise e hemoterapia.

 

Cobranças - As entidades médicas nacionais, por meio da Comissão de Saúde Suplementar, composta por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), cobram também o estabelecimento de regras claras para a fixação de contratos entre as operadoras, ação que depende diretamente da interferência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), enquanto órgão de regulação.

 

Entre as reivindicações dos médicos estão a recuperação das perdas financeiras dos últimos anos, de forma a contemplar também os procedimentos, e não apenas as consultas; inserção de critério de reajuste com índice ou conjunto de índices definido e periodicidade no máximo de 12 meses; inserção de critérios de credenciamento, descredenciamento, glosas e outras situações que configurem interferência na autonomia do médico;  apoio aos projetos de lei sobre reajuste dos honorários médicos (PL 6964/10, que tramita na Câmara e PL 380/00, que tramita no Senado) e sobre a CBHPM como referência na saúde suplementar (PLC 39/07, tramita no Senado).

 

Manifestações - Em menos de um ano, essa é a terceira paralisação nacional dos médicos contra o que eles chamam de “abusos praticados pelas operadoras”.

 

“Reclamações contra operadoras de saúde continuam com índice elevado. Isso demonstra que existem empresas que desrespeitam os prestadores e seus clientes. Desejamos que haja sensibilidade para fazer o canal de negociação aberto e cheguemos a um acordo em que todos estejam contemplados”, disse Florentino Cardoso, presidente da AMB.

 

Já o presidente da Fenam, Cid Carvalhaes, lembrou o estado de tensão que impera entre médicos e operadoras: “chegamos ao limite da tolerância e essa é a nossa resposta ao silêncio das operadoras”, disse, ao questionar a falta de empenho de algumas empresas em renegociar os aviltados honorários médicos.

 

Perdas acumuladas - Os médicos alegam que nos últimos 12 anos, os índices de inflação acumulados chegaram a 120%. Por outro lado, os reajustes dos planos somaram 150%, enquanto os honorários médicos não atingiram reajustes de 50% no período.

 

A categoria também chama a atenção para o fortalecimento deste mercado no Brasil, que cresce mais de 10% ao ano, o que significa em torno de 4 milhões de novos usuários no país por período.

 

Em 2010, esse cenário gerou um faturamento às operadoras de R$ 72,7 bilhões, sem suficiente contrapartida em termos de valorização do trabalho médico e na oferta de cobertura às demandas dos pacientes.

 



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