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21/10/11
Mercado aguarda definição de unidades referência para Copa
Gestores municipais farão indicações dos hospitais. Se critério fosse JCI, nenhuma instituição do Nordeste estaria apta
Danielle Villela*

Faltando menos de três anos para a Copa do Mundo FIFA 2014, as diretrizes para o setor de saúde ainda não foram amplamente divulgadas pelos órgãos competentes, sobretudo no que diz respeito à iniciativa privada. Além do Ministério da Saúde, caberá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), à Organização Mundial da Saúde (OMS) e à própria FIFA a definição dos critérios para escolha dos hospitais referência, a exemplo do que  ocorre no Grande Prêmio da Fórmula 1, cuja unidade oficial de atendimento no Brasil é o Hospital São Luiz, de São Paulo.

 

“Não há uma data específica para a definição dos hospitais referência, mas até o final deste ano, caberá aos gestores municipais fazer a indicação das unidades referência em atendimentos de urgência e emergência”, afirma Adriano Massuda, secretário executivo-adjunto e coordenador da Câmara Temática de Saúde do Ministério. Entre os critérios que devem compor a escolha, Massuda destaca que as unidades devem possuir boa infraestrutura, com amplos recursos de atendimento móvel, componentes de monitoramento de riscos e, principalmente, atendimento bilíngüe ou trilíngue.

 

Ainda segundo Massuda, os diretores de instituições interessadas em se candidatar devem se reunir com representantes do governo local para apresentar projetos de adequação nos seus hospitais. “É papel do Ministério definir as políticas nacionais, financiar e apoiar, mas a execução das ações depende das cidades”, defende. O Ministério, no entanto, não divulgou dados sobre os hospitais que já contam com todas as regulamentações ou aqueles que já estão adotando medidas para obtê-las.

 

NORDESTE – A Copa do Mundo FIFA 2014 terá jogos realizados em Fortaleza (CE), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA). Se o critério de escolha dos hospitais referência para o campeonato fosse o selo da Joint Commission International, nenhuma instituição nordestina estaria apta para concorrer. “O ideal é que os hospitais certificados pela JCI sejam definidos como referência, afinal eles possuem infraestrutura e planos de contingência que os tornam totalmente aptos para colaborar em eventos de grande porte”, pontua Rosângela Boigues, coordenadora de ensino do CBA.

 

Nos nove estados da região, apenas Pernambuco e Bahia possuem instituições em processo de certificação: o Hospital Barão de Lucena (PE), o Hospital Memorial São José (PE), o Hospital Santa Joana (PE) e o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (BA). “Como o processo de certificação leva, em média, dois anos, possivelmente essas instituições estarão aptas para serem unidades referência na Copa de 2014”, avalia.

 

PLANEJAMENTO - Instalada em maio, a Câmara Temática de Saúde, que coordena o planejamento de ações e diretrizes nacionais no setor, conta com representantes das 12 cidades-sede. No último dia 13, os representantes se reuniram no Rio de Janeiro para traçar o plano de ação em Assistência e Vigilância em Saúde para o evento. A maioria das cidades-sede ainda apresenta necessidades de adequação da rede assistencial de urgência e emergência – como reforma e construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e equipes do SAMU bilíngues.

 

Massuda garante ainda que grande parte das necessidades do campeonato serão atendidas plenamente dentro das políticas nacionais da atual gestão do Ministério. “O legado estrutural que for construído servirá à população. Não há investimentos só para a Copa, mas em função da Copa”, argumenta.

 

*Colaborou Joana Rizério.



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