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05/06/12
Mercado de luxo atrai interesse de prestadores e operadoras
Crescimento das classes A e B em todo Brasil estimula expansão do segmento premium de saúde, Nordeste é visto como mercado de oportunidades
Mara Rocha

Não é só de Louis Vuitton e de Mercedes-Benz que sobrevive o mercado de luxo brasileiro. Uma recente movimentação empresarial no segmento médico-hospitalar com vistas a um padrão cinco estrelas de fazer saúde tem chamado a atenção de analistas do setor. Para suprir a demanda de um público cheio de dinheiro e vontade de gastar, mas com poucos produtos de valor agregado à disposição no segmento da saúde, operadoras e prestadores se esmeram em fazer a diferença e ir além da simples oferta de conforto e qualidade em seus serviços. Trata-se de um esforço que não vem à toa: as classes A e B foram as que mais cresceram no país entre 2009 e 2011, com um marco de 12,8%, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas. Para 2012, as perspectivas são boas: especialistas preveem um crescimento do mercado de luxo local na casa dos 20%.

 

Por se tratar de uma fatia de mercado altamente seletiva e exigente, que não admite erros, a entrada no setor de luxo deve ser muito bem calculada. A começar pela forma de abordagem ao cliente, que precisa ser personalizada, com um canal de comunicação direto dentro da instituição. “Ninguém vende um artigo de luxo através de um e-mail marketing”, alerta a diretora de Projetos e Estudos de Mercado da All Consulting, Simone Escudêro. Empresa de consultoria especializada em educação e saúde, a All Consulting elaborou, no final de 2011, um estudo especial sobre o mercado de luxo e as suas potencialidades.

 

O relatório revelou que os anseios dos consumidores das classes mais abastadas transcendem a qualidade dos serviços, a tecnologia de ponta e o conforto, aspectos por eles considerados requisitos básicos. O luxo, no entendimento desse target, é sinônimo de exclusividade, agrados e atendimento personalizado, sem filas ou listas de espera. “O empreendedor precisa surpreender, encantar os seus clientes para obter sucesso no segmento premium, e, nesse contexto, os mimos farão a diferença”, elucida a diretora.

 

Tamanha exigência em um mercado de oferta ainda incipiente acaba resultando em interessantes possibilidades de negócio e grande potencial de crescimento em todo o país. “A ideia de que o mercado premium só existe em centros como Rio de Janeiro e São Paulo tanto é equivocada que grandes planos de assistência médica com atuação nacional têm ido ao Nordeste vender produtos top de linha”, salienta Simone. A informação é confirmada pelo atual mapa econômico do país. Por ser a região com a maior concentração de ricos do Brasil, com 72% dos quase 150 mil milionários brasileiros – dados do Haliwell Bank, banco europeu especializado na gestão de grandes fortunas, fusões e aquisições de empresas –, o Sudeste já possui uma gama de produtos bastante diversificada para esse nicho.

 

É em áreas como o Nordeste, que abriga pouco mais de 5% dessa população, que existe uma maior carência de serviços para o segmento de luxo. Apesar de Bahia, Pernambuco e Ceará serem os estados com maior número de milionários da região, com, respectivamente, 2.471, 1.743 e 1.309 abastados, as localidades onde a classe A nordestina mais cresceu foram o Maranhão e o Rio Grande do Norte, com índices de 33% e 55% cada, registrados entre 2003 e 2010. Em resposta à demanda potiguar, a Unimed Natal lançará, ainda no primeiro semestre deste ano, o Uniprime, produto voltado para o alto escalão das empresas instaladas no estado. O plano custará até 60% mais caro do que os demais pacotes da instituição e dará direito a uma rede de intercâmbio diferenciada, além de reembolso de até quatro vezes o preço de tabela. Os usuários do Uniprime terão acesso a hospitais do calibre do Sírio-Libanês, Samaritano e Albert Einstein, os prediletos dos VIPs brasileiros.

 

Com 130 mil usuários, a Unimed Natal é uma das 40 Unimeds que compõem o comitê de mercado responsável por debater quais serão as estratégias de mercado das mais de 370 operadoras da rede distribuídas pelo país. Em 2011, a empresa potiguar obteve um crescimento de 9,4%, além de um aumento de 50% no número de vendas. Para este ano, a operadora prevê um faturamento de R$ 380 milhões. “O mercado de luxo na saúde é, para a Unimed Natal, uma oportunidade de compor a carteira, com vistas principalmente nas grandes empresas”, explica o superintendente de mercado da operadora, Daniel Freire, que espera obter uma média de três mil usuários com o novo produto. “O turismo e a riqueza gerada pelo polo petroquímico potiguar têm aumentado de forma relevante o número de consumidores para o luxo no estado”, destaca o gestor.

 

>> Leia matéria completa na edição 14 da Revista Diagnóstico, que começa a circular no mercado nesta semana.



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