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05/04/17
Ministério da Saúde e Fundação Gates renovam parceria para apoiar pesquisas em saúde
Após cinco anos de trabalho conjunto em pesquisas, o Ministério e a Fundação vão continuar atuando. Agora o foco é chikungunya, dengue, malária e resistência bacteriana
Agência Saúde

O Ministério da Saúde e a Fundação Bill & Melinda Gates renovaram, nesta quarta-feira (5), em Brasília, a cooperação que mantém desde 2011. As duas instituições vão investir, por mais cinco anos, em pesquisas sobre malária, dengue, chikungunya e resistência bacteriana. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, e representantes da Fundação assinaram memorando de entendimento para a renovação da parceria internacional.

A parceria, que teve início em 2011, contou com investimento de R$ 25 milhões, que foram aplicados no desenvolvimento de Teste Rápido Molecular (TRM) para tuberculose, no projeto ‘Eliminar a Dengue’, em pesquisas sobre desenvolvimento infantil, entre outras áreas.

Durante o encontro, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, avaliou que os resultados da parceria permitem ao Brasil “abrir novas perspectivas, apoiar novas pesquisas e, com elas, oferecer novos produtos capazes de proteger a população do Brasil e do mundo das ameaças à saúde”.  O ministro ressaltou, ainda, que a disposição do governo brasileiro em ampliar a parceria está de acordo com o desejo da Fundação Gates. “Estamos prontos para investir o quanto a Fundação Gates achar que é possível para ampliar as pesquisas apoiadas por essa parceria” destacou.

O representante da Fundação Gates, Shawn Baker, ressaltou que estão sendo replicados os exemplos e experiências obtidas no Brasil em outros países. “O Brasil representa o futuro que outros países gostariam de alcançar”, disse Shawn, durante a cerimônia de assinatura do memorando de entendimento e de abertura da Reunião do Comitê Gestor entre a Fundação Gates e o Ministério da Saúde.

Entre 2017 e 2021, o Ministério da Saúde e a Fundação Gates investirão, por exemplo, na implementação experimental em larga escala da pesquisa Wolbachia, destinada a combater o mosquito Aedes Aegypti. Além disso, a parceria deve ampliar sua atuação para outras áreas importantes ao Brasil e para o mundo, como a resistência a antimicrobianos e a malária.

RESULTADOS ALCANÇADOS – A cooperação com a Fundação Gates teve investimentos de R$ 25 milhões em cinco anos. A Fundação investiu R$ 16,7 milhões e o Governo Brasileiro, outros R$ 10 milhões com recursos do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Entre outros avanços, a cooperação permitiu que produtores públicos de vacina brasileiros ampliassem a oferta de vacinas pré-qualificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A pré-qualificação é condição para distribuição internacional das vacinas.

Outro resultado positivo da cooperação foi o desenvolvimento da pesquisa Wolbachia, que integra o projeto “Eliminar a Dengue”, que será ampliado para as cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte (MG). Esse projeto conta, ainda, com contrapartida da Fiocruz em estrutura, recursos humanos e equipamentos.

A cooperação entre a Fundação Gates e o Ministério da Saúde também possibilitou a avaliação de um Teste Rápido Molecular (TRM) para tuberculose, implantado nacionalmente no Sistema Único de Saúde (SUS).



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