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24/05/17
Ministério da Saúde garante exportação de vacina da febre amarela
Anúncio ocorreu durante Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça. A partir de julho, 1 milhão de doses da vacina voltarão a ser exportadas por Bio-Manguinhos
Agência Saúde

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, assegurou a exportação de vacinas contra a febre amarela a partir de julho deste ano, durante Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra (Suíça). Serão disponibilizados um milhão de doses da vacina por mês, para a exportação, totalizando 5 milhões até o final deste ano. O ministro informou ainda que, após a 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, que acaba no dia 26 de maio, o Ministério da Saúde retomará a intensificação da vacinação de febre amarela nos estados em que não havia anteriormente recomendação de vacinação, como Salvador e as capitais Rio de Janeiro e São Paulo. A estratégia de vacinação será feita de forma escalonada para que haja vacina suficiente a todos os estados.
“Reafirmo o compromisso brasileiro com o cumprimento das cotas acordadas de produção de vacina para exportação e atestamos ainda a eficácia da vacina produzida no Brasil”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacando que o país está preparado para vacinar todo o país. “Estamos em plena condição de fazer a vacinação em locais com alta densidade populacional e devemos agir preventivamente em áreas onde não havia recomendação para vacinação, como os estados próximos a Minas Gerais, onde tivemos o foco da doença”, ressaltou o ministro.

Desde fevereiro deste ano, devido ao surto de febre amarela em vários estados do país, o laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz, maior produtor de vacinas da febre amarela no mundo, deixou de exportar, temporariamente, o imunobiológico para atender a demanda nacional. A partir de julho, as vacinas exportadas pelo Brasil serão compradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e farão parte uma espécie de fundo de vacinas que distribuirá aos países, em caso de uma emergência.

O laboratório público Bio-Manguinhos/Fiocruz conta, atualmente, com uma produção de cerca de 6 milhões de doses mensais da vacina de febre amarela. A previsão é que, até o final deste ano, uma nova fábrica entrará em funcionamento e contribuirá com a produção de mais 4 milhões de doses por mês. Em 2018, no total, o Brasil terá capacidade de produção de 10 milhões de doses mensais.

O ministro Ricardo Barros destacou ainda a importância da população estar imunizada. “Nosso principal objetivo é aumentar a cobertura vacinal da febre amarela na população e, consequentemente, garantir a proteção. Por isso, vamos estimular que estados e municípios façam busca-ativa para vacinar a população em áreas consideradas endêmicas”, observou o ministro.

FEBRE AMARELA – Desde dezembro de 2016, quando o Ministério da Saúde passou a ser notificado pelos estados de São Paulo e Minas Gerais sobre a ocorrência de casos de febre amarela, a pasta vem atuando em conjunto com estados e municípios na definição de estratégias para controlar o surto. Todos os estados com casos da doença contam com suporte do Ministério da Saúde com envio de técnicos e especialistas para auxiliarem na investigação clínica e laboratorial dos casos, além de apoio na intensificação de vacinação.

Além disso, desde o início deste ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, até o momento, 24,5 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (7,5 milhões), São Paulo (5,8 milhões), Espírito Santo (3,65 milhões), Rio de Janeiro (5,3 milhões) e Bahia (2,2 milhões). Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 5,9 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da federação. Outras 853,4 mil doses foram enviadas para intensificar ações nos outros estados.

CASOS DA DOENÇA – Até 18 de maio, há 3.192 casos suspeitos de febre amarela notificados. Desses, 622 (19,5%) em investigação, 758 (23,7%) confirmados e 1.812 (56,8%) descartados. Dos 426 óbitos notificados, 264 (62%) foram confirmados, 42 (9,9%) em investigação e 120 (28,1%) foram descartados.



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