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15/07/13
Número de médicos não corresponde com os avanços na infraestrutura
Enquanto equipamentos de saúde cresceram 72,3% desde 2008, quantidade de médicos aumentou apenas 13,4%. Número de leitos em hospitais subiu 17,3% em cinco anos
Estado de S. Paulo

São Paulo - A infraestrutura da saúde no Brasil cresceu em ritmo mais acelerado do que o número de médicos que atendem a população nos últimos cinco anos. Neste período, o total de equipamentos de saúde registrados teve alta de 72,3%, segundo o governo federal. O número de leitos hospitalares subiu 17,3% e o de estabelecimentos de saúde, 44,5% no Brasil. Mesmo assim, a oferta de médicos cresceu apenas 13,4%. Ou seja, menos do que os principais índices de infraestrutura de saúde.

Os dados, segundo o sistema DataSUS - banco de dados oficial do Ministério da Saúde que contém as informações de todos os estabelecimentos registrados no órgão, como hospitais, consultórios, clínicas e postos de saúde -, dizem respeito às redes pública e privada. Entre os equipamentos relacionados no levantamento, constam qualquer tipo de aparelho de saúde existente nos locais, como raio X e endoscópio.

Os números do DataSUS mostram que os equipamentos de saúde continuam concentrados nos Estados mais ricos. São Paulo, por exemplo, tem três vezes mais equipamentos por habitante do que o Maranhão. Entretanto, os locais onde houve o maior crescimento nos equipamentos de saúde registrados pelo DataSUS foram os Estados do Norte - Roraima, Rondônia, Acre e Pará mais do que dobraram a quantidade de aparelhos desde 2008.

Mesmo assim, as entidades médicas defendem que não há falta de profissionais. O principal problema, segundo os representantes do setor, é a falta de uma carreira estruturada para os médicos na rede pública, além da necessidade de melhoria nas condições de trabalho nos locais mais remotos.

Críticas - De acordo com Cid Célio Jayme Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o aumento numérico verificado não significa uma infraestrutura mais desenvolvida nessas regiões. "Um dos principais problemas, que vale tanto para número de médicos quanto para a estrutura, é a distribuição desigual", disse. "Os hospitais entre a região da Avenida Paulista até o Jabaquara têm mais tomógrafos do que a França inteira. Enquanto isso, em alguns bairros na zona leste da cidade não há nenhum."

O dirigente manteve a posição da entidade de que o problema não é a carência de médicos. "Quase um terço dos médicos do País está em São Paulo, e isso não garante a qualidade de atendimento no Estado", afirmou Carvalhaes, que foi um dos líderes do protesto realizado por associações médicas que reuniu cerca de 5 mil em São Paulo no dia 3.

Para ele, a grande diferença entre o crescimento no número de equipamentos disponíveis e o de novos profissionais não sugere que haja um excedente de estrutura parada. "O aumento impressionante no número de equipamentos revela apenas uma maior exploração comercial em lugares onde já há atendimento." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

*As informações são do Estado de S. Paulo.



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