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26/12/13
Oferta de Edson Bueno por Dasa deve enfrentar resistência
Fontes do setor não acreditam que fundos acionistas aceitarão a proposta R$ 15 por ação porque, em 2010, o papel da empresa de medicina diagnóstica era negociado por cerca de R$ 18 antes da fusão com a MD1
Da redação

O empresário Edson Bueno, fundador da Amil, fez uma oferta para aquisição da totalidade das ações da maior empresa de medicina diagnóstica do país em uma transação avaliada em cerca de R$ 3,6 bilhões. Desde 2010, ele e Dulce Pugliese, sua ex-esposa, são os maiores acionistas da Dasa, com 12,03% e 11,56% do capital, respectivamente. Por contrato, caso viessem a aumentar a participação -- como está ocorrendo agora -- eles precisariam estender a oferta pelos papéis para todo o mercado. As informações são do Valor Econômico.

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Ao se tornar o único dono da rede de laboratórios, Bueno, que é dono de seis hospitais em São Paulo, Rio e Brasília, poderá obter sinergias com os seus outros negócios na área de saúde. Além disso, é presidente e acionista minoritário da Amil, operadora de planos de saúde que foi vendida para a americana UnitedHealth Care em 2012 por quase R$ 10 bilhões -- sendo que R$ 6,5 bilhões foram para o seu bolso e de Dulce. 

Desde a venda da Amil, o empresário buscava novos negócios na área da saúde. Para isso, Bueno montou um "familly office" administrado por seu filho Pedro Bueno, que analisa novas aquisições. Segundo comunicado divulgado na última terça-feira, o empresário está oferecendo R$ 15 pelas ações da Dasa, o que representa um prêmio de 12,4% em relação à cotação do dia 20 de dezembro, último pregão antes do anúncio da oferta. 

Fontes do setor não acreditam que os fundos acionistas da Dasa aceitarão a proposta de R$ 15 por ação porque, em agosto de 2010, o papel da empresa de medicina diagnóstica era negociado por cerca de R$ 18 antes da fusão com a MD1. Entre os fundos que detêm as maiores participações na Dasa estão a Oppenheimer Funds, com uma fatia de 10,10%; a Petros (fundo de pensão dos funcionários da Petrobras), que detém 10%; e a Tarpon, com 5%.

O mercado sempre questionou a interferência de Bueno na Dasa. Apesar das regras que limitam o poder de Bueno sobre a companhia, o que se viu nos últimos três anos foi uma ingerência cada vez maior do empresário nos negócios, culminando na oferta de compra de todas as ações.

A escolha de Dickson Tangerino, homem de confiança de Bueno com quem trabalhou por cerca de 20 anos na Amil, para a presidência, em junho de 2012, foi uma das maiores críticas. Segundo Tangerino, quem o indicou foi o conselho de administração da própria companhia. Romeu Côrtes Rodrigues, presidente do conselho da Dasa e também é próximo de Bueno, afirmou na época que a escolha de Tangerino foi motivada por sua experiência no setor de saúde.

Segundo fontes do setor, no primeiro semestre deste ano os acionistas minoritários tentaram tirar Tangerino da presidência por considerarem o desempenho insatisfatório, mas a iniciativa foi barrada por Bueno. Em julho, ao ser questionado pela reportagem sobre uma possível pressão por parte dos fundos para sua saída, Tangerino informou que desconhecia tal iniciativa.

Desde 2012, a Dasa apresenta queda no desempenho devido a uma profunda reestruturação classificada como "traumática" por analistas do mercado. A empresa chegou a perder 25% das ligações para agendamento de exames com o novo call center.

Além da aceitação dos fundos, a oferta levantou outros questionamentos. Na última terça-feira, a BM&FBovespa pediu esclarecimentos sobre variações recentes registradas na cotação dos papéis da empresa. Em 11, 12, 13 e 18 de dezembro, os volumes financeiros foram de R$ 35,5 milhões, R$ 44,3 milhões, R$ 59,8 milhões e R$ 31,9 milhões, respectivamente. Nos demais dias deste mês, o movimento gerado pela negociação das ações ficou entre R$ 12 milhões e R$ 18 milhões.

No próprio dia 24, a Dasa informou que o único fato que tem conhecimento que poderia justificar as últimas oscilações registradas na cotação das ações de emissão da companhia, bem como o aumento do número de negócios e da quantidade negociada detectados pela BM&FBovespa foi a publicação do edital de oferta pública voluntária de aquisição. No pregão de terça-feira, a ação da companhia fechou em alta de 10,94%, para R$ 14,80.



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