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07/02/14
Oferta pelo controle da Dasa será submetida ao Cade
Proposta de compra das ações da maior empresa de medicina diagnóstica do país por Edson Bueno caminha para uma nova disputa
Da redação

A oferta de compra de ações da Dasa pelo empresário Edson Bueno, fundador da Amil, caminha para uma nova disputa. Nesta semana, duas questões que vieram à tona  mostraram o quanto a relação entre Bueno e os conselheiros da maior empresa de medicina diagnóstica do país está fragilizada. As informações são do Valor Econômico. 

Uma das questões é que a oferta depende de aprovação do Cade e, mesmo que Bueno tenha aval positivo do órgão antitruste E, segundo o regulamento da autarquia, ao adquirir a participação por meio de OPA, os direitos políticos do comprador ficam suspensos até a aprovação da operação pelo Cade.

Segundo fontes próximas à negociação, Bueno não fez consultas junto ao Cade para avaliar os riscos de uma restrição baseado na premissa de que a operação não envolve a inclusão de novos ativos à companhia. Um investidor, que preferiu não se identificar, afirmou que a operação pode levar até seis meses para que haja uma aprovação. 

Em dezembro de 2013, o Cade aprovou com restrições a fusão de Dasa e MD1, empresa de medicina diagnóstica fundada por Bueno. A companhia será obrigada a vender ativos com faturamento de R$ 110 milhões por ano.

A segunda questão é um comunicado assinado pelo conselho informando que Bueno é obrigado a fazer uma segunda oferta de ações, com novo laudo e sujeito à sanções se discordar.

Tudo isso gerou uma crise entre Bueno, que é o maior acionista, e o conselho da Dasa, que foi duramente criticado devido a posturas consideradas pouco transparentes, como a contratação do banco Credit Suisse (o mesmo que intermediou a venda da Amil para UnitedHealth e que administra a fortuna de Bueno) para fazer uma avaliação da Dasa.

Além disso, o posicionamento ambíguo da Petros, cujo diretor de investimento sinalizou que era favoravelmente ao laudo de avaliação, mas não se habilitou para vender suas ações no leilão. E o voto de Romeu Côrtes Domingues, presidente do conselho de administração, que deveria se abster das decisões por ser muito próximo a Bueno segundo fontes do setor.

A relação entre o maior acionista da Dasa e o presidente do conselho não é boa. Na véspera do leilão, fontes afirmam que Domingues foi pressionado por Bueno para vender seus papéis às pressas, tendo em vista a baixa adesão dos demais acionistas. 

A premissa para a concretização da OPA era que Bueno conseguisse ao menos o controle da Dasa - item que posteriormente foi retirado do edital. Domingues chegou a pedir ao Itaú a liberação da escrituração de suas ações fora do prazo. Mas o pedido foi negado. As ações da família Domingues, que representam quase 3% da Dasa, estavam bloqueadas devido a um acordo de lock-up.

A confusão teria deixado o presidente do conselho bastante constrangido. Agora Domingues e seus irmãos afirmam que não venderão as ações por acreditarem que, a longo prazo, a companhia pode trazer ganhos. 

Porém, há quem diga, que o pedido de uma oferta estatutária é apenas uma forma que o conselho encontrou para melhor sua imagem que está arranhada e se resguardar de possíveis ações judiciais.

Leia mais:
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