home notícias Mercado e Negócios
Voltar Voltar
14/04/15
Pacientes do SUS e particulares têm atendimentos diferentes em hospitais
Relatório do TCU destaca maior tempo de espera para agendamento de exames e cirurgias na rede pública. Em nota, hospitais negam que haja diferenciamento
Estado de S. Paulo

São Paulo ­ Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) constatou diferenças no atendimento de pacientes da rede privada e do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Hospital São Paulo e Hospital de Clínicas de Porto Alegre. De acordo com o relatório, o tempo de espera para consultas, agendamento de exames e cirurgias pode ser maior para pacientes da rede pública. As informações são do Estado de S. Paulo.

Conforme o documento do TCU, os usuários privados podem ter atendimento imediato para consultas, exames ou internações, enquanto os usuários do SUS podem esperar cerca de dois meses para consulta com neurologista, para procedimentos de medicina nuclear in vivo ou para cirurgia ortopédica. Além disso, segundo o documento, foi constatada espera de mais de três meses para cirurgia neurológica, para exame de ressonância magnética ou de tomografia computadorizada, e de até quatro meses para exames de ultrassonografia.

De acordo com dados de 2010, a auditoria utiliza como exemplo o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, onde pacientes com plano de saúde não enfrentavam fila para cirurgias e exames, enquanto algumas especialidades tinham espera no SUS. Em relação à cirurgia para paralisia infantil, a fila tinha 511 pacientes.

Também foi apresentada a facilidade para ter acesso ao serviço. O atendimento ambulatorial de usuários da rede pública não é realizado diretamente no hospital. Precisa ser encaminhado a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou de uma Assistência Médica Ambulatorial (AMA). Na rede privada, esse caminho não é necessário.

Como os hospitais são ligados a faculdades, o relatório foi encaminhado para os ministérios da Saúde e Educação, para que a legalidade dos atendimentos privados e públicos seja avaliada.

As unidades têm um prazo de 180 dias para determinar se o oferecimento do serviço para as duas redes é viável, apresentando justificativas. Se for considerado inviável, os hospitais devem elaborar um plano de ação para que todo o atendimento dos hospitais seja direcionado para pacientes do SUS.

Em nota, o Hospital das Clínicas informou que 5% dos atendimentos que realiza é voltado para pacientes com plano de saúde e que reverte toda a verba obtida por meio deles para os usuários do SUS. 

Ainda segundo o comunicado, todos os atendimentos, seja via SUS ou convênio, são realizados pelas mesmas equipes clínicas, nos mesmos equipamentos, não havendo variação no padrão de atendimento.

Já o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), informou que destina 6% dos leitos e 1 % das salas de ambulatório à rede privada. Além disso, afirma que as instalações do setor privado "são de qualidade igual ou até mesmo inferior às destinadas ao SUS, e diferem apenas na possibilidade de opção por quartos privativos.

Por meio da assessoria, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre afirmou que não foi notificado e que não poderia se posicionar.

As informa ões são do Estado de S. Paulo.



PUBLICIDADE

Mais lidas


    Warning: mysql_num_rows() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 309

    Warning: mysql_free_result() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 322

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.