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28/02/13
Renan Calheiros pretende desativar serviço médico ambulatorial do Senado
Ministro da saúde solicitou que o quadro seja colocado à disposição do SUS. Proposta está em análise e ainda não há um acordo sobre o assunto
Agência Brasil

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai estudar a possibilidade de ceder médicos do Senado para os hospitais públicos do Distrito Federal. A sugestão de um convênio entre o Senado e o Sistema Único de Saúde (SUS) foi feita na terça-feira (26) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Como Renan pretende desativar o serviço médico ambulatorial do Senado, o ministro solicitou que o quadro seja colocado à disposição do SUS. Com isso, ficariam disponíveis médicos de várias especialidades que poderiam atender nos hospitais de Brasília. Ao todo são 46 médicos, 27 profissionais de enfermagem, um fisioterapeuta, um farmacêutico, um nutricionista, três dentistas e um psicólogo.

“Vamos identificar esses serviços públicos na cidade de Brasília que possam receber os profissionais de saúde, para que fiquem melhor alocados podendo servir melhor a população brasileira. Esse é um gesto importante do Senado, não só de corte de gastos, mas de pegar essa estrutura que tem e colocar à disposição da população brasileira, em especial aqui no GDF (governo do Distrito Federal)”, disse o ministro.

A proposta está em análise e ainda não há um acordo sobre o assunto. Renan Calheiros anunciou, na última semana, que irá desativar o serviço ambulatorial do Senado como uma das medidas de ajuste de gastos. Com isso, ficou indefinida a situação dos médicos que atendem no ambulatório. Por enquanto o que se sabe é que eles devem ser transferidos para outros setores da Casa.

Alexandre Padilha e Renan Calheiros se encontraram pela manhã para tratar de diversos temas relacionados à saúde. O ministro pediu rapidez na aprovação do projeto de Lei de Responsabilidade Sanitária que prevê metas para municípios, estados e União na área da saúde.

“Estabelece inclusive mecanismos de cobrança do cumprimento dessas metas e de punição dos gestores que não cumprirem. Para nós, é um projeto fundamental para a estrutura do SUS como ele é: um sistema de grande complexidade. O desafio de buscar um sistema público universal tem que ser construído nos três níveis de poder”, disse Padilha.

Para o Sindicado dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), a proposta é ilegal, “uma afronta a ética e aos princípios constitucionais de um Estado democrático”. O sindicato vai entrar com mandado de segurança coletivo na Justiça Federal questionando a reforma administrativa anunciada por Renan.



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