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03/07/15
Países em desenvolvimento são mais abertos à inovação em saúde
De acordo com pesquisa da PwC, competidores de outras áreas estão surgindo e apresentando novas soluções que podem revolucionar o consumo de serviços do setor no mundo
Da redação

O mercado global de saúde passa por um momento de transformação com o surgimento de novas tecnologias e competidores, que conseguem oferecer serviços com qualidade equivalente, ou até superior, a um número maior de pacientes. Neste contexto, as empresas do segmento têm de entender os movimentos que estão ocorrendo em todas as frentes, desde as expectativas do consumidor até o surgimento de novos recursos que não existiam há pouco tempo atrás. É o que aponta o estudo “Global health’s new entrants”, da PwC, sobre este segmento que, no mundo, representa um mercado estimado em US$ 9,59 trilhões – divididos entre US$ 8,1 tri gerados em iniciativas privadas ou governamentais e US$ 1,49 tri oriundos das indústrias de fitness e  bem-estar.
 
Os setores de TI e varejo, por exemplo, já têm percebido oportunidades interessantes em várias áreas do segmento de saúde. Em TI, a digitalização é um caminho sem volta: com a transmissão de dados em tempo real e a um custo menor, é possível consultar médicos remotamente e até mesmo realizar cirurgias em regiões de infraestrutura limitada. A tecnologia também já possibilita o uso de novos aplicativos que ajudam o paciente a controlar a ingestão de alimentos, líquidos e administração de medicamentos.
 
Tendências - Os consumidores estão cada vez mais dispostos a procurar novas alternativas para suas demandas de saúde, sejam tratamentos, consultas ou ferramentas de bem-estar, como aplicativos. A pesquisa aponta que, nos mercados emergentes pesquisados (Brasil, China, Índia, África do Sul e Turquia), 54% dos respondentes esperam que aplicativos de saúde e serviços de mobile Health vão melhorar a qualidade do atendimento de saúde que recebem já nos próximos três anos.
 
Outra questão importante apontada no estudo é que os consumidores esperam uma melhora na qualidade da “experiência do usuário” nos serviços de saúde. Eles citaram a conveniência e transparência que outros setores já oferecem, como o bancário, varejo e transporte.
 
“Este gap entre a qualidade da experiência de consumo no setor de saúde e outros setores indicam oportunidades tanto para novos, quanto para os tradicionais competidores buscarem inovar e apresentarem soluções disruptivas. Uma ótima estratégia para revolucionar os processos e modelos no setor é entender o que pensa e quer o consumidor, dando voz a suas demandas”, explica Marcio Vieira, sócio da PwC Brasil e líder de Saúde da firma.
 
Países em desenvolvimento - Os modelos e sistemas de saúde ao redor do mundo apresentam peculiaridades e características distintas: países mais desenvolvidos tendem a ter um sistema consolidado e mais robusto, enquanto aqueles em desenvolvimento apresentam maiores carências e necessidades em um ambiente menos regulado.
 
Nesse cenário, o estudo indica que inovações – tanto tecnológicas quanto nos processos – têm maior aderência e potencial de crescimento nos países em desenvolvimento, já que as demandas de saúde se apresentam mais urgentes e soluções disruptivas podem fazer a diferença na qualidade de vida dos pacientes. Tecnologias como mobile Health e digitalização dos serviços, que permite atendimento à distância, são meios para democratizar o acesso à saúde e tem tido uma boa resposta do consumidor, que quer interagir mais e ser mais participativo no seu bem estar.
 
Entre as características que permitem este movimento dos novos players do setor, a busca por uma maior interlocução com os pacientes ao redor do mundo foi determinante. “O segmento de saúde tem apresentado evoluções notáveis justamente por conta desses competidores, que permitiram alcançar muito mais pacientes com um serviço mais eficiente do que os métodos mais tradicionais”, comenta Vieira.
 
Parcerias e joint-ventures são meios para que estes novos players implementem seus processos inovadores em países em desenvolvimento. Então, a partir de experiências bem sucedidas, o passo seguinte é a absorção destes processos em mercados mais maduros.  “O desafio é entrar num ambiente com regulamentação mais rígida e políticas muito específicas. É preciso fazer antes um profundo estudo do mercado onde se quer atuar e isso leva tempo”, explica Marcio Vieira.



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