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09/04/12
Planos de saúde avançam em beneficiários da classe D no Brasil
Operadoras como a cearense Hapvida registraram crescimento de 21% nessa base de clientes no ano passado
Da redação

O crescimento da economia e a consequente melhoria de renda das famílias das classes C e D estão levando a um aumento no número de beneficiários de planos de saúde nestas parcelas da população. Uma pesquisa feita pelo instituto Data Popular, a pedido do jornal "Valor Econômico", estimou que cerca de 4,4 milhões de pessoas da classe D possuem plano de assistência médica. Esse número corresponde a 9,3% dos brasileiros dessa camada social que vivem em áreas urbanas. As mulheres são a maioria, com 57,2%.

 

"O acesso aos empregos formais possibilitou à classe D, através de planos empresariais, a contratação de seu primeiro plano de saúde, que na maioria das vezes, é direcionado aos filhos. Conhecendo as vantagens desse benefício, esse brasileiro faz propaganda para o vizinho, que hoje em dia já busca por planos populares com preços que caibam no seu bolso. Para ele, fugir da fila do SUS é um grande alívio", explica Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

 

Para Jorge Pinheiro, presidente da Hapvida, maior operadora de saúde do Nordeste, o mercado de seguros-saúde para classes populares está crescendo a passos largos. No ano passado, a empresa ampliou a carteira de clientes em 21%. Somente de 2010 para 2011, a operadora, focada nas classes C e D e que atua também na região Norte, registrou aumento de 15 mil para 85 mil clientes individuais na Bahia. “Nosso maior desafio é poder oferecer uma medicina de alta qualidade, com baixo preço. E o controle de custos é a chave desse processo”, disse Jorge Lima à Diagnóstico, em entrevista no ano passado, sobre a decisão de operar como um negócio na modelagem “low costs, low fare”, voltado predominantemente para o público das classes C e D.

 

O Grupo Bradesco Seguros também está investindo em produtos para a classe D. O Primeira Proteção Bradesco, um seguro de vida por morte acidental com parcela mensal de R$ 3,50 lançado em janeiro de 2010, atingiu cerca de 1,5 milhão de apólices vendidas em março, dentre as quais 65% correspondem a indivíduos da classe C e 35% da classe D, segundo Eugenio Velasques, diretor-executivo do Grupo Bradesco Seguros e presidente da Comissão de Microsseguros e Seguros Populares da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg).

 

O incremento da procura por esses serviços por parte de brasileiros da base da pirâmide está ligado ao aumento da renda da população e ao nível de empregabilidade no país, diz Luciana Aguiar, antropóloga e sócia-diretora da Plano CDE, consultoria que estuda a população de baixa renda.

 

"A classe D com emprego formal deve estar pagando o seguro-médico junto com o patrão. Além disso, é comum também as famílias contratarem um plano quando um parente enfrenta problemas de saúde", diz a executiva. "Se o crescimento [da contratação de planos de saúde por famílias da classe D] está acontecendo, merece certo destaque. Esse público tem dificuldades de pagar as contas com certa recorrência", completa. 



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