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28/11/11
Polo Farmacoquímico de Pernambuco abrigará até 30 indústrias
Empresas de medicamentos e biotecnologia irão se reunir em espaço de 306 hectares através de investimento superior a R$ 1 bilhão
Raissa Ebrahim, do Recife

Às margens da BR-101 no município de Goiana, Mata Norte do Estado de Pernambuco, está sendo erguido o Polo Farmacoquímico, exclusivo para empresas e pesquisadores das áreas de medicamentos e biotecnologia. A área, distante pouco mais de 60 km do Recife, possui 306 hectares e capacidade para abrigar mais de 30 indústrias. A confirmação da chegada de 11 fábricas, até agora, já soma um investimento de R$ 1,043 bilhão.

 

Dentre os nomes, estão a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), estatal do Ministério da Saúde que pretende tornar o Brasil autossuficiente no setor de derivados do sangue, com produção de medicamentos para hemofilia, portadores de imunodeficiência genética, cirrose, câncer, Aids e queimados. Com sede em Brasília e uma filial na capital pernambucana, a Hemobrás é estratégica tanto para o SUS quanto para o fortalecimento do complexo industrial da saúde no País.

 

Orçada em R$ 540 milhões e com operações prevista para 2014, será a maior fábrica de hemoderivados da América Latina, numa área de 48 mil m2. Terá capacidade para processar 500 mil litros de plasma por ano e também irá produzir albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX, complexo protrombínico e fator de Von Willebrand.

 

Também farão parte do complexo a Multilab (genéricos e similares), que chegará com um aporte de R$ 200 milhões; a Vita Derm (cosméticos), com R$ 28 milhões; a Riff Laboratório Farmacêutico (soro), através de um investimento de R$ 83,8 milhões; e a Lafepe Química, cujo projeto para produção de antirretrovirais está sendo formatado pelo Laboratório de Pernambuco (Lafepe) e cujo valor ainda está em estudo. Além destas, há as recém-anunciadas Ion Química (insumos para a indústria farmacêutica e de cosméticos), por meio de aporte de R$ 18 milhões; AC Diagnóstico (kits de diagnósticos), no valor de R$ 13,5 milhões; Inbesa, detentora da marca de cosméticos Rishon, conhecida no mercado como Hair Fly, de R$ 6 milhões; e Multisaúde (medicamentos homeopáticos), com R$ 4,2 milhões.   

 

As indústrias instaladas poderão ainda construir bases para operações internacionais, atendendo a mercados vizinhos, como o africano e o americano. A concepção e implantação do empreendimento contam com concessões de incentivos fiscais do Governo do Estado.

 



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