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29/04/15
Por 1,7 bi, fundo americano Carlyle fica com 8% da Rede DOr
Até o momento, está já está sendo considerada a maior transação de investimento estrangeiro direto no país para o setor de saúde. Jorge Moll, controlador da Rede D'Or, e o BTG ainda podem vender mais ações
Valor Econômico

Nesta segunda-feira (27), o fundo de private equity americano Carlyle e a rede D'Or fecharam uma negociação que prevê investimentos, na forma de aumento de capital, de R$ 1,75 bilhão na maior rede de hospitais do país, controlada pelo empresário Jorge Moll em sociedade com o banco BTG Pactual. O investimento dará ao fundo americano uma fatia de 8,3% da rede. Até o momento, está já é considerada a maior transação de investimento estrangeiro direto no país.As informações são do Valor Econômico. 

Moll e o BTG serão diluídos nessa proporção. O banco brasileiro ficará com 23,6% da rede e Moll com 68,1%. A Rede D'Or foi avaliada em R$ 19,5 bilhões já com os novos recursos em caixa. De acordo com fontes do mercado, para o período entre 2016 e 2017, os planos são de levar a Rede para a bolsa de valores.

Moll e BTG também negociam a venda de uma fatia de suas ações, o que deve ser fechado em aproximadamente 30 dias e um consórcio de fundos soberanos é o mais forte candidato a levar essas ações. Em conjunto, Moll e o BTG poderiam vender entre R$ 1,5 bilhão e R$ 3 bilhões. Com o fechamento da transação, Jorge Moll deve se tornar o próximo bilionários do país. Seus 68,1% em ações valem mais de R$ 13 bilhões. 

A transação marca também uma grande valorização da Rede D'Or. Há cerca de cinco anos, o BTG investiu R$ 600 milhões na compra de debêntures conversíveis em ações, e isso rendeu ao banco algo em torno de 28% da Rede D'Or. Agora, a fatia de 23,6% que ficou com o banco vale R$ 4,6 bilhões. Antes disso, com uma operação fechada em 2010, o BTG já havia ganho R$ 400 milhões durante a venda dos laboratórios Labs D'Or para o Fleury.

A negociação com a Carlyle não foi aberta a vários concorrentes. a conversa se concentrou no fundo americano, mesmo com outros investidores financeiros e estratégicos tendo demonstrado interesse. E se o preço for interessante, A Carlyle está disposta a aumentar a sua fatia de 8,3% na Rede D'Or. 

Contribuiu para isso o relacionamento do fundo com o BTG, assim como fato de Heráclito Gomes, ex-­presidente da Qualicorp, ser hoje presidente da Rede D'Or. O Carlyle controlou a Qualicorp, o que deu ao fundo um conhecimento maior do setor de saúde no país.

A Rede D'Or tem um ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estimado para este ano de R$ 1,5 bilhão. Apenas isso já torna possível uma boa capacidade de expansão. Em 2014, o lucro líquido consolidado foi de R$ 320 milhões, com crescimento de 53,2% em relação a 2013. A receita líquida avançou 21%, para R$ 4,9 bilhões.

O capital do investimento na Rede D'Or virá dos fundos Carlyle Partners VI e Carlyle South American Buyout,. Isso inclui R$ 700 milhões do recém­fechado Fundo Brasil de Internacionalização de Empresas FIP II (FBIE II), um fundo local assessorado pelo Carlyle e pelo Banco do Brasil.

De acordo com informações da Rede D'Or, os recursos provenientes da transação serão utilizados para sustentar os planos de crescimento da rede, incluindo a construção de novos hospitais, ampliação de instalações e financiamento de novas aquisições.

A entrada do Carlyle só foi possível com a lei federal publicada em janeiro deste ano, que extinguiu a proibição de entrada de capital estrangeiro no setor de saúde.

As informações são do Valor Econômico.



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