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05/12/16
Primeiro hospital digital da América Latina é brasileiro
Utilizando soluções da MV, Hospital Unimed Recife III é a única unidade brasileira com certificado EMRAM 7 da HIMSS
Da redação

O grupo de elite composto por apenas nove hospitais, fora dos Estados Unidos, que alcançaram o estágio de hospital digital, ganhou na última quinta-feira (01) um novo integrante brasileiro: o Hospital Unimed Recife III é agora o primeiro da América Latina a conquistar o Electronic Medical Record Adoption Model (EMRAM) nível 7, da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) Analytics, maior associação de informática em saúde no mundo. 

Atestado como instituição de saúde com o mais alto nível de tecnologia da informação clínica e mecanismos de segurança para fornecer cuidados médicos, o Hospital Unimed Recife III utiliza soluções MV desde a sua inauguração, em 2011, para garantir eficiência operacional, qualidade assistencial e segurança ao paciente.

Como uma acreditação hospitalar, o EMRAM define requisitos mínimos que um hospital deve atender relacionados à maturidade de implementação do prontuário eletrônico. O processo é composto por oito estágios evolutivos que indicam como as instituições de saúde devem avançar na adoção de ferramentas de TI e alcançar o estágio de hospital digital. “Logo depois que atingimos o nível 6 em 2014, começamos as preparações para o nível 7. Foram dois anos ajustando e implantado tecnologias para automatização completa de processos e, principalmente, propondo mudanças estruturais para aprimorar o atendimento ao paciente”, diz Fernando Cruz, diretor médico do hospital. “Nada disso seria possível sem o apoio da MV, parceira que desde o início tem papel fundamental nas nossas conquistas”.

Para o presidente da MV, Paulo Magnus, o principal benefício da conquista do EMRAM 7 é a efetividade de melhoria no atendimento ao paciente. “A transformação de um hospital analógico em digital começa com uma unidade e, gradualmente, alcança toda a instituição. No Hospital Unimed Recife III, o processo começou com avanço. Considerado um nativo digital, com processos assistenciais e administrativos eletrônicos desde a sua inauguração, desafios culturais foram superados a partir da clareza de que a TI aplicada à saúde resulta em aumento de produtividade, agilidade nas rotinas das equipes médicas e, sobretudo, maior precisão no diagnóstico e segurança no atendimento ao paciente.”

Ainda de acordo com Paulo, essa transformação digital e histórica registrada no sistema de saúde do Brasil foi iniciada em 2010 com a inauguração da UPA Imbiribeira, primeira Unidade de saúde do País, 100% paperless. Reforçando o discurso do passado, ele comenta: “o fim do uso do papel e a completa informatização das instituições de saúde é uma tarefa árdua e que tem um caminho longo no cenário brasileiro. Porém, começa assim, de forma devagar, até que se chegue a um marco histórico que torne visível a todas as esferas, pública e privada, as vantagens de uma gestão à vista e transparente”.
  
Evolução de processos - Entre as principais ações realizadas pela MV no Hospital Unimed Recife III para alcançar o estágio de hospital digital preconizado pela HIMSS, está a inclusão de novos recursos ao Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), tornando-o mais completo, e a integração máxima em todos os departamentos do hospital para armazenamento de informações detalhadas e estruturadas possibilitando o uso por soluções de Business Intelligence (BI).

Com o aprimoramento do circuito fechado de administração de medicamentos a partir da adoção da dupla checagem à beira-leito, informações sobre tudo que é infundido no paciente, como medicamentos, sangue e nutrição parenteral, são administrados com segurança e automaticamente registradas no prontuário eletrônico. Com maior controle e integração da farmácia clínica à equipe multidisciplinar, os medicamentos são dispensados de acordo como a prescrição médica, sendo separados e identificados pelo nome do paciente, número do leito e horário da administração. O benefício registrado não está relacionado apenas a diminuição da incidência de erros, mas também a redução de custos e segurança do paciente.
 
Além disso, a inclusão de novos protocolos clínico-assistenciais no sistema de gestão da MV permite um melhor direcionamento das condutas médicas. De acordo com Fernando Cruz, “os alertas emitidos automaticamente não só auxiliam as equipes no atendimento ao paciente, como ainda possibilitam uma gestão mais efetiva do cumprimento ou não dos protocolos e suas justificativas”. Outros alertas também foram adotados para que no ato da prescrição médica, o sistema da MV indique possíveis interações medicamentosas, interações droga x diagnóstico, alta dosagem de remédios, manifestações alérgicas, influências de drogas em exames, etc.  

No que diz respeito à infraestrutura, um data center backup com comunicação e replicação de dados foi o procedimento de disaster recovery primordial para manter a unidade de saúde 100% ativa e segura. “Se ambos os sistemas caírem, também temos um prontuário off-line e máquinas de crise que entram em ação para fornecer dados já armazenados e permitir que novas informações sejam inseridas no histórico de atendimento ao paciente presente no sistema da MV”, explica Fernando Cruz.



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