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20/04/12
Recursos do governo para oncologia atendem 25% da demanda
Ministério da Saúde anunciou investimento de R$ 505 milhões, com foco principal no Norte e Nordeste
Da redação

O investimento anunciado nesta semana pelo Ministério da Saúde (MS) para melhorar o atendimento a pacientes com câncer só vai suprir 25% da demanda das regiões Norte e Nordeste e esbarra em outros problemas, reconhecidos pelo próprio ministério: a falta de médicos capacitados. As informações são do "Portal Pernambuco".

 

O MS pretende investir R$ 505 milhões na rede de tratamento da doença e na compra de equipamentos de radioterapia destinados às áreas de maior carência do país, que são as regiões Norte e Nordeste.

 

A pasta da saúde pretende renovar 32 centros de tratamento já existentes e instalar 48 em cidades das duas regiões. Ao contrário do que acontece hoje em dia, com as cidades recebendo apenas os aparelhos, o ministério vai construir também centros médicos para abrigar os equipamentos e realizar os atendimentos.

 

Com a medida, o governo espera minimizar um problema recorrente no país: equipamentos encaixotados por falta de local para uso. De acordo com o ministro Alexandre Padilha, a intenção de ampliar os sistemas de atendimento partiu da presidente Dilma Rousseff, em acordo firmado em março do ano passado. O objetivo é reduzir a desigualdade no acesso ao tratamento, geralmente concentrado nas capitais.

 

Falta de médicos - Apesar do alto investimento, especialistas alertam para um problema recorrente na área: a falta de médicos. “Claro que precisamos de recursos, mas isso não basta. O principal problema que a assistência ao câncer enfrenta hoje é a falta de recursos humanos”, declarou Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Segundo ele, a falta de médicos é um problema tanto nas capitais quanto nas regiões mais distantes.

 

Padilha, no entanto, argumenta que algumas medidas estão sendo adotadas para amenizar o problema. O ministro citou programas de bolsas de estudo e incentivos, além do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que vinculam a residência médica ao trabalho prestado em regiões carentes.

 

A expectativa é de que em cinco anos sejam criados 80 centros, com perspectiva de atender 28,8 mil pacientes. De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, a ideia é de que, em uma década, todos os brasileiros tenham acesso ao tratamento a poucos quilômetros de casa.

 

Demora no atendimento - Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado no fim do ano passado mostra que apenas 15% dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) conseguem iniciar suas sessões de radioterapia dentro do prazo regular de 30 dias após o diagnóstico de câncer. A média de espera costuma ser de quatro meses.

 

Além da redução do tempo de espera, a aposta do governo no setor visa estimular empresas a produzir equipamentos destinados aos tratamentos radioterápicos no país. “Vamos exigir que as indústrias que produzirem no Brasil tenham vantagens. Esse mecanismo permitirá atrair pelo menos uma fábrica para o país”, anunciou Padilha.

 

A meta é de que uma unidade produtora seja instalada já no próximo ano e entre em atividade em 2015. Com a produção em território brasileiro, a pasta espera economizar R$ 20 milhões por ano.

 



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