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06/01/15
Reportagem dá novo fôlego à aprovação da CPI, diz parlamentar
Deputado federal Ricardo Izar (PSD-SP), autor da proposta de CPI para investigar o mercado de OPME: agora ninguém será contrário à urgência da investigação
Eduardo César


Deputado federal Ricardo Izar: "A previsão é de que até meados de junho a CPI esteja pronta para realizar uma investigação criteriosa em relação a fabricantes, distribuidores, médicos, hospitais, planos de saúde e, principalmente, o SUS" (Foto: Ricardo Benichio)

O autor da proposta de CPI para investigar práticas irregulares no mercado de OPME (órteses, próteses e materiais especiais), o deputado federal Ricardo Izar (PSD-SP) acredita que a reportagem do Fantástico, que denunciou a “máfia dos implantes” no último domingo (04), dá novo fôlego à aprovação da CPI. A investigação revelou que profissionais de saúde recebem comissões para utilizar materiais de determinados fornecedores, indicam cirurgias desnecessárias e utilizam liminares com orçamentos superfaturados para forçar o Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos de saúde a pagarem pelo procedimento. 

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“A repercussão da reportagem vai nos ajudar muito e o governo já se manifestou no sentido de tomar providências e formar um grupo de trabalho dedicado aos estudos dessa questão”, disse Ricardo Izar, em entrevista ao Portal Diagnósticoweb. Mesmo comemorando a repercussão da denúncia, o deputado lamenta que a exposição do assunto só tenha ganhado força após a reportagem. “Até então, quando nós tentamos uma votação de urgência da CPI, foi o próprio governo quem barrou o trâmite, principalmente por causa do envolvimento do SUS na questão da compra de equipamentos. Então, tudo isso irá ajudar tanto a CPI quanto a PFC 54/2011 (Proposta de Fiscalização e Controle), que já deve ser iniciada em fevereiro”, completou. 

Agora, ele espera que a aprovação da CPI ganhe novo fôlego para que haja uma apuração mais detalhada. “Além disso, esperamos conseguir votar alguns projetos na câmara, como por exemplo, tentar lastrear os preços das órteses e próteses pelos preços desenvolvidos através dos planos de saúde, porque, atualmente, os departamentos de compra dos planos e seguros são muito mais eficientes que os do SUS”, argumenta. 

A CPI, segundo o parlamentar, encontra-se parada e ele explica que será necessário entrar com um novo pedido. “Já tenho tudo preparado e, no começo de fevereiro, iremos providenciar um novo pedido com as assinaturas dos deputados que nos apoiam. A questão é que existe uma fila de apresentação de requerimentos de CPI, e minha intenção é apresentar um requerimento de urgência para colocar a questão no começo da fila de votação”. 

“Acredito que agora, com toda essa repercussão, ninguém será contrário à urgência”, acrescentou o deputado. A previsão, segundo ele, é de que até meados de junho a CPI esteja pronta para realizar uma investigação criteriosa em relação a fabricantes, distribuidores, médicos, hospitais, planos de saúde e, principalmente, o SUS.



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