home notícias Mercado e Negócios
Voltar Voltar
10/02/14
Roche está atenta às oportunidades de aquisições no Brasil
Severin Schwan, CEO da companhia: farmacêutica está buscando oportunidades no país por se tratar de um mercado em crescimento
Da redação

Utilizando parte dos cerca dos US$ 18 bilhões em caixa, o grupo farmacêutico suíço Roche demonstrou estar interessado em novas aquisições, inclusive no Brasil. Segundo o presidente-executivo Severin Schwan, a companhia está atenta às oportunidades que surgirem no país por ser um mercado em crescimento. As informações são do Valor Econômico.

Para o executivo, o menor crescimento e as turbulências atuais e que afetam o país não são obstáculos. Contrário às queixas recentes da indústria farmacêutica, Schwan declarou que o Brasil possui uma boa uma lei de patentes, pois a propriedade intelectual é respeitada no país e está em linha com os padrões internacionais.

Segundo ele, o atual desafio no país é tornar disponíveis os medicamentos inovadores contra o câncer e diagnósticos. Ashwan citou países como a Índia, onde, segundo analistas, o tratamento com o remédio padrão contra câncer de mama, o Herceptin, custa 15 vezes mais que a renda média mensal. No Brasil, o grupo afirma que trabalha com o governo para estabelecer um esquema de preço, por exemplo, para o medicamento MabThera e segundo o executivo, a consequência é um aumento dramático no acesso a esse remédio.

As declarações foram feitas logo após o anuncio de que o a Roche teve um lucro liquido de 11,37 bilhões de francos suíços (US$ 12,2 bilhões) em 2013, o que representou uma alta de 18%, impulsionado pelas vendas nos EUA (10%) e em países emergentes, como China (21%) e Brasil (9,4%). E todo o mundo, as vendas aumentaram 6%, totalizando 46,8 bilhões de francos suíços.

Realizar mais aquisição está no radar da companhia tanto no setor farmacêutico quanto no de diagnostico porque parte da inovação vem de fora do grupo. Entretanto, a Roche não comenta sobre o tamanho das aquisições que pretende realizam globalmente.

Segundo Schwan, uma maior pressão em relação á baixa adicional dos preços de medicamentos deverá prosseguir em 2014, principalmente na Europa e nos EUA. No entanto, ele acredita que isso será compensado com o crescimento esperado para os mercados asiático e latino-americano e isso explica também porque está havendo uma mudança na fatia dos EUA e da UE em favor dos emergentes.

Aproximadamente 70% das vendas do grupo suíço são da divisão farma. De acordo com o relatório anual da Roche, o mercado farmacêutico global, estimado em US$ 964 bilhões em 2013, deverá crescer 5% ao ano até 2017. Essa expansão vem dos países emergentes, com alta estimada de 11%. 

Em mercados desenvolvimento como América do Norte, Europa e Japão, para o mesmo período a expectativa é de crescimento entre 1% e 3%. Para os próximos cinco anos, a companhia espera que as vendas de seus principais produtos na área de oncologia cresçam 9% globalmente.

Para o setor de diagnósticos, o mercado global chegou a valer US$ 50 bilhões em 2012 e, para os próximos anos, a estimativa é de 5% de expansão anual, sendo 10% nos emergentes e apenas 3% em mercados desenvolvidos. Já o mercado de diagnósticos profissionais deverá crescer no mesmo ritmo da taxa geral do mercado.

De acordo com Daniel O'Day, principal executivo da divisão farma, a parcela da população brasileira que tem acesso aos medicamentos mais inovadores da Roche é pequena. Roland Diggelmann, presidente na divisão de diagnósticos, também acredita nas oportunidades de crescimento no Brasil.

Em relação ao impacto econômico com a perda de patentes, a Roche demonstra mais tranquilidade do que outros grupos. Em todo o mundo, esperasse que um volume de negócios de aproximadamente US$ 34 bilhões oriundos de medicamentos originais será diretamente ameaçado este ano pela concorrência dos genéricos. 

Com a pressão sobre os preços exercida pelos sistemas de saúde, analistas projetam aumento da fatia dos genéricos, passando em valor de 27% a 36% do mercado global de medicamentos nos próximos anos.

O Xeloda, medicamento para quimioterapia, e o antiviral Valcyte irão enfrentar concorrência dos genéricos este ano. O primeiro teve vendas de 1,5 bilhão de francos suíços em 2013, e o segundo de 693 milhões.

Schwan não vê problemas em relação à concorrência. Segundo o executivo, a estratégia é substituir os remédios que expiram com outros remédios inovadores. Para isso, será necessário muito investimento. Como exemplo, ele utilizou 15 substâncias novas que estão em fase avançada de desenvolvimento e que considera um dos pipeline mais consistentes da indústria brasileira.

Segundo analistas do setor, os ganhos da Roche anunciados atualmente ilustram como o está dando certo o investimento em produtos biológicas ou de terapias complexas, sendo que os medicamentos biológicos têm maior margem de ganhos que os remédios tradicionais, e são mais difíceis de serem copiados quando a patente expira. 

O laboratório suíço reforçou o seu portfólio com novos produtos, como o Kadcyla, contra câncer de mama, e o Gazyva, contra leucemia. Ambos foram aprovados no ano passado nos EUA e também entrarão no mercado brasileiro. Para Schwan, a estratégia não muda e o grupo continuará não só investindo forte na área de oncologia, mas também em imunologia/oftalmologia e neurociência.



PUBLICIDADE

Mais lidas


    Warning: mysql_num_rows() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 309

    Warning: mysql_free_result() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 322

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.