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14/05/15
Rio Grande do Sul concorre a complexo tecnológico inédito para Saúde
Governador Ivo Sartori conheceu a experiência do Medical Valley, da Alemanha, principal complexo tecnológico do setor de saúde europeu
Da redação

Um encontro realizado nesta quarta-feira (13) reforçou a possibilidade do Rio Grande do Sul sediar um inédito polo de engenharia biomédica no Brasil. O governador José Ivo Sartori recebeu, no Palácio Piratini, a visita de Tobias Zobel, diretor do Instituto Central de Engenharia Biomédica da Alemanha (ZiMT) e do Medical Valley (cluster da saúde), considerado o principal complexo tecnológico para medicina da Europa.

O objetivo da reunião é utilizar no Rio Grande do Sul o modelo do cluster alemão, considerado uma referência mundial ao integrar diversas empresas, universidades e instituições de saúde para o desenvolvimento de projetos e soluções em engenharia aplicada à área.

Durante a audiência, foi discutida a viabilização de uma parceria entre o Estado e a organização alemã para a possível criação de um complexo tecnológico e industrial na saúde, articulado aos parques tecnológicos e instituições existentes no Estado. 

O município de São Leopoldo disputa a chance de receber o polo junto com outras três cidades brasileiras: Ribeirão Preto/SP, Curitiba/PR e Florianópolis/SC. De acordo com Zobel, a cidade, localizada no Vale do Sinos -- uma das áreas com maior potencial econômico e industrial do Rio Grande do Sul --, é uma das favoritas.

O processo poderá ser decido entre julho e agosto. Além da proximidade com importantes centros de ensino e da vocação para abrigar polos tecnológicos, a preferência é devido a um movimento já realizado entre as instituições locais, como a Unisinos, o Hospital Mãe de Deus, a Administração Municipal e a Feira Hospitalar. Durante a reunião com o Governo gaúcho, o executivo alemão compartilhou a experiência do ZiMT na Alemanha em relação ao desenvolvimento de soluções tecnológicas e na indústria do setor de saúde. 

O Medical Valley foi criado em 2008 e ultrapassa atualmente a marca de 500 empresas instaladas, entre companhias de grande porte e startups, além de 16 universidades e mais de 40 instituições de saúde. 

“Trata-se de um cluster voltado para a elaboração de projetos que vão desde diagnósticos por imagem 3D, sensores de saúde inteligentes, sistemas de tratamento e soluções em oftalmologia", explica Zobel. Conforme o executivo, o polo industrial também colabora no desenvolvimento de talentos e na economia da região da Bavária, sudeste alemão.
 
Além do Brasil, Boston (EUA), e Xanguai (China), também irão receber novas sedes do ZiMT. "Isso permitirá a criação de uma rede de colaboração internacional visando o compartilhamento e o desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias", afirma Zobel. 

José Ivo Sartori avaliou a iniciativa como uma grande oportunidade de progresso, tanto para a saúde, quanto para a política macroeconômica da região.“Ao mesmo tempo em que pode ajudar os médicos na criação de soluções tecnológicas, há a chance de impulsionar novas empresas, talentos locais e a arrecadação de nosso Estado. É um avanço significativo”, justificou o governador. 

No dia 25 de maio, Sartori visitará a cidade alemã de Erlagen para conhecer de perto o ZiMT, e um acordo de colaboração poderá ser assinado nos próximos meses. Também estavam presentes no encontro o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, a executiva do Parque Tecnológico Tecnosinos, Sandra Schafer, a presidente da Feira Hospitalar, Valeska Santos, e o diretor de Desenvolvimento e Inovação do Sistema de Saúde Mãe de Deus, Dr. Fábio Gastal.

Recursos - Cerca de 2 bilhões de reais são investidos anualmente na compra de novas tecnologias e insumos, levando em consideração os principais hospitais gaúchos. Esse valor poderia ser economizado com o investimento em um polo industrial ou parque tecnológico específico para o setor de saúde. 

Para formatação desse complexo tecnológico, o Rio Grande do Sul dispõe de know-how e diferentes recursos nos setor empresarial, acadêmico e na saúde. Ao todo, são 14 centros/polos tecnológicos; hospitais públicos e privados referências em pesquisa e ensino; universidades, e grandes companhias de tecnologia já instaladas.

A partir deste cenário, o diretor de Desenvolvimento e Inovação do Sistema de Saúde Mãe de Deus, Fábio Gastal, propõe pensar a saúde como uma estratégia de desenvolvimento econômico para o Estado, e não apenas como uma política social e prestação de serviço. 

De acordo com Gastal, além de gerar os insumos tecnológicos que os hospitais e outras instituições da área necessitam, a criação desse polo poderá gerar renda e empregos para o Rio Grande do Sul. "A indústria também serviria para estimular o empreendedorismo e atrair a atenção de investidores internacionais", conclui.



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