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14/05/14
Samsung investe na área de medicamentos após superar iPhone
De olho na indústria farmacêutica, empresa coreana está investindo cerca de US$ 2 bilhões no setor, inclusive no segmento de biossimilares
Bloomberg

Tóquio e Seul - Após transformar a unidade de eletrônicos na maior fabricante de smartphones do mundo ao superar as vendas da Apple Inc., agora, a Samsung Group está de olho na indústria farmacêutica. As informações são da Bloomberg.

Considerada a maior empresa da Coreia do Sul, a Sansung passou a investir cerca de US$ 2 bilhões em biofármacos, incluindo o segmento de biossimilares, já que os produtos são mais baratos do que as versões de marca de medicamentos biotecnológicos que perderam a proteção de patentes.

Com receita anual de US$ 327 bilhões, a gigante coreana pretende se tornar uma força de peso em biotecnologia, setor que, segundo estimativas, em cerca de cinco anos deverá gerar vendas de mais de US$ 220 bilhões.

O bilionário Lee Kun Hee, presidente do conselho da Sansung, está investido em novas áreas que podem assegurar crescimento para a empresa familiar, já que o mercado de eletrônicos está chegando à saturação.

Segundo o Christopher Hansung Ko, CEO da unidade Samsung Bioepis, a empresa ainda está dando os primeiros passos. “Nossa missão é ser a número 1 em tudo o que fazemos, então nosso objetivo no longo prazo é nos tornarmos uma empresa farmacêutica líder no mundo”.

E o principal objetivo são os biossimilares. Segundo Hansung Ko, a Samsung já planeja comercializar a primeira versão biossimilar do Enbrel, medicamento para tratamento da artrite da Amgen Inc., em 2016 na Europa. 

Além disso, também pretende colocar no mercado uma versão do Remicade, tratamento da Johnson Johnson contra doenças autoimunes, em 2017. Para tanto, a empresa possui uma unidade separada, a Samsung Biologics Co., com contratos para fabricar medicamentos biológicos para empresas farmacêuticas de marca.

Concorrência - Ao avançar para o setor de medicamentos biossimilares, a Samsung passou a enfrentar concorrentes como a Pfizer Inc. e a Amgen, além de obstáculos regulatórios e um mercado não desenvolvido.

Ainda que Europa e Japão tenham autorização para produzir os biossimilares, os EUA ainda precisam definir novas diretrizes ou aprovar medicamentos desse tipo.

Para Giles Somers, analista da Datamonitor Healthcare, as empresas ainda não conseguiram ganhar dinheiro com os biossimilares porque grande parte dos produtos ainda está em fase de desenvolvimento e o mercado nos EUA está inexplorado, 

De acordo com informações da empresa de consultoria Frost Sullivan, em relação ao ano de 2013, as vendas do setor podem aumentar de US$ 1,2 bilhão para US$ 24 bilhões 2019 e mercados como o dos EUA podem crescer “exponencialmente” após serem definidas as regulações.

Junto com a QuintilesTransnational Corp., a Samsung Biologics decidiu fabricar em outubro medicamentos patenteados para uma unidade da Roche Holding AG. Além disso, a empresa possui uma parceria com a Bristol-Myers Squibb Co. A Samsung Bioepis -- joint venture com a Biogen Idec Inc. -- está desenvolvendo outros biossimilares, de acordo com Hansung Ko.

Embora a Samsung esteja "aberta” a novos acordos, Hansung Ko informou que as empresas geralmente têm que desenvolver seus próprios biossimilares. Lee Jin Woo, gerente de fundos na KTB Asset Management Co., em Seul, afirmou que não está convencido de que o grupo tenha sucesso com o setor de assistência médica por se tratar de uma indústria altamente especializada e que requer conhecimentos científicos profundos.

Asthika Goonewardene, analista do setor farmacêutico na Bloomberg Industries explica que a Samsung tenta reverter esse problema através de parcerias, como com a Merck Co., que oferece influência em marketing na fabricação e regulação, 

Além disso, o governo da Coreia do Sul estimula a expansão de biossimilares nas empresas locais oferecendo programas para apoiar as exportações e ajuda com as licenças e regulações estrangeiras. A empresa informou que espera gerar mais de 1,8 trilhão de wons (US$ 1,8 bilhão) por ano dos biofármacos até 2020.

“Temos um pedigree extraordinário por sermos capazes de inovar, transformando um processo antigo em um novo processo para melhorar em outro setor, então colocamos em prática esse princípio”, disse Ko. “Não vejo por que não teríamos sucesso”.

As informações são da Bloomberg.



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