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03/02/12
Saúde na Copa: CE e RN investem cerca de R$ 400 milhões
Recursos serão destinados para treinamento de profissionais e infraestrutura de urgência e emergência
Alan Tiago

Enquanto a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (SES-RJ) anunciou, no início de janeiro, o envio de 17 profissionais, entre médicos e enfermeiros, para treinamento no Centro de Trauma da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, os estados do Nordeste se preparam para investir cerca de R$ 400 milhões no setor de saúde para atender à demanda de 600 mil turistas estrangeiros e quase 3 milhões de brasileiros que devem se deslocar entre as 12 cidades-sede e demais locais turísticos durante a Copa do Mundo de 2014. 

 

O Ceará, que será sede de um dos jogos da seleção brasileira, pretende enviar alguns dos coordenadores dos projetos de saúde do estado para Londres, durante as Olimpíadas de 2012. O objetivo é conhecer a infraestrutura de saúde do evento e, se possível, trazer na bagagem alguns exemplos. “Em conjunto com a Escola de Saúde Publica criaremos novos cursos para atendimento de urgência e emergência, capacitação em inglês e espanhol para os profissionais da área técnica das UPAS de atendimento das áreas de eventos relacionados com a Copa”, afirmou ao Portal Diagnósticoweb Régis Vieira, superintendente da rede de unidades de saúde do estado e coordenador das ações da Copa na saúde.

 

O governo cearense também deve investir em novos equipamentos e na capacitação de profissionais. Segundo Vieira, o Estado deve destinar cerca de R$ 250 milhões entre 2011 e 2014 em obras e ações voltadas para a área de saúde, como a implantação do novo Hospital Regional Metropolitano de Urgência e Emergência para a Copa 2014, a ampliação do polo SAMU da região metropolitana de Fortaleza e a universalização do serviço para todo o Estado do Ceará, além da aquisição de 127 novas ambulâncias. Está prevista ainda a criação de 120 novos leitos de UTI e 200 novos leitos hospitalares através de obras de ampliação das unidades existentes, além da aquisição de 74 novos equipamentos para UTI e emergências, e a construção de 32 UPAS em todo o Estado.

 

Mais de R$ 83 milhões são estimados ainda na construção do Hospital e Maternidade Regional do Sertão Central, em Quixeramobim (CE). A expectativa é que a unidade, que contará com 364 leitos - 218 leitos de internação, 69 leitos na emergência e 73 para maternidade - atenda cerca de 612 mil em pessoas em 19 municípios. A obra, com 19.505 m2, deve ser concluída em pouco mais de um ano.

 

Potiguar - Outro estado nordestino a receber partidas da Copa é o Rio Grande do Norte. Um comitê foi criado no estado para agilizar o desenvolvimento dos projetos ligados à saúde. Para o secretário estadual de saúde, Domício Arruda, a prioridade é melhorar a qualidade dos serviços de assistência e emergência. Arruda adiantou que uma das propostas em planejamento é a construção de um novo hospital voltado para traumas, por meio de Parceria Público Privada (PPP), o que exigiria um investimento de R$ 100 milhões. Caso saia do papel, a nova estrutura deve estar pronta em 2013, um ano antes da Copa.

 

Outra proposta prevê a ampliação do número de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Na região metropolitana de Natal existe uma única unidade e estamos construindo mais duas UPAs na capital. A expectativa é construir mais cinco unidades, totalizando sete até 2014”, informou Arruda. As unidades, que terão financiamento do Ministério da Saúde, devem custar, em média, R$ 3,5 milhões cada. “Também estamos treinando o SAMU e a secretaria ainda está patrocinando cursos de suporte de traumas para 40 profissionais do serviço”, revelou o secretário.

 

Desafios - Para o diretor de Programas do Ministério da Saúde e coordenador geral da Câmara Temática de Saúde, Adriano Massuda, as diferenças regionais e a dimensão do país são apontadas como grandes desafios, já que as cidades-sede estão espalhadas nas cinco regiões. "São realidades diferentes e algumas cidades têm um conhecimento maior de grandes eventos e uma rede mais estruturada, enquanto outras precisam de mais investimentos", explica.

 

Os técnicos do Ministério estão visitando as cidades-sede para mapear as situações e necessidades. Ainda no inicio de 2012, segundo Massuda, uma matriz de responsabilidade deve ser definida com o detalhamento das obrigações da União, estados e municípios.

 

>> Leia também - Saúde na Copa: o que o Brasil pode aprender com a África do Sul



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