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13/01/12
Saúde: novas redes oferecem serviços com desconto de até 80%
Nova assistência tem atraído um público emergente que não quer ser atendido na rede pública, mas não pode pagar consultas ou planos particulares
Da redação

Um novo tipo de atendimento à saúde tem crescido à margem do SUS e dos planos de saúde: o das redes de descontos. São empresas que não se vendem como planos oficiais, mas dão descontos de até 80% em consultas, exames, internações e até cirurgias. A nova assistência preenche uma lacuna entre o SUS e os planos de saúde e tem atraído um público emergente que não quer ser atendido na rede pública, mas não pode pagar consultas ou planos particulares. A prática é inovadora, contudo é condenada por entidades médicas, como os conselhos federal e regional de medicina (CFM e Cremesp) e Associação Médica Brasileira (AMB). Para eles, oferecer esse tipo de serviço é antiético e não garante a assistência integral à saúde. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

 

Uma pesquisa realizada para a Appi, empresa que fornece sistemas para cartões pré-pagos, por exemplo, apontou que esse mercado tem potencial para atrair 40,7 milhões de pessoas. Seis meses após a pesquisa, a Appi criou a Ônix para atuar no processamento das transações. A expectativa do diretor de pré-pagos, Alberto Techera, é que se movimente R$ 15 bilhões ao ano.  

 

No sistema, que já existe em Americana (SP), os parceiros cobram até 70% menos que os particulares. Porém, o atendimento não é regulamentado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e em caso de algum imprevisto, o consumidor não tem a quem reclamar.  “O Brasil vive um problema grave de financiamento e gerenciamento do SUS. Esse tipo de serviço passa uma falsa ideia de ser um plano de saúde, mas não tem regulação. E a função dela é evitar que esse buraco informal cause prejuízos ao paciente”, avalia Gonçalo Vecina Neto, professor de saúde pública da USP e CEO do Hospital Sírio Libanês.

 

Outra empresa que investiu nesse ramo é a ABMed Convênio Médico-Hospitalar,  que vende convênios médicos cobrando anuidade, com as supostas vantagens de não ter mensalidade, limite de idade, carência ou restrição para doenças pré-existentes. “Funciona igual aos planos de saúde convencionais. A diferença é que aqui o associado recebe um guia com os médicos, laboratórios e hospitais cadastrados, e quando marcar a consulta, exame ou cirurgia, ele paga diretamente para o prestador de serviço”, diz Adilson Barbosa, proprietário da ABMed. Por não ser um plano convencional, Barbosa diz que a empresa não precisa ser registrada na ANS.

 

Outra novidade é a venda de consultas no site Directsaúde, no ar há três meses, que vende consultas por R$ 54. Ele possui 565 médicos credenciados - 80% deles em São Paulo -, tem cerca de 5 mil usuários cadastrados e vendeu 1.049 consultas no período. Há médicos em bairros como Higienópolis e Pinheiros. Nesses casos, a pessoa se cadastra gratuitamente, escolhe o profissional, agenda a consulta como “particular”, paga o valor no site, imprime o cupom e o apresenta no consultório. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que prepara uma resolução para regulamentar o tema.



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