home notícias Mercado e Negócios
Voltar Voltar
21/05/13
Saúde Suplementar encara crescimento dos custos e discute indexação de reajustes
Segundo dados do IESS, a variação dos custos, de 2008 a 2012, ficou muito acima do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) registrado no período, que foi de 23,92%
Lenir Camimura, do P&P – Saúde Suplementar

O crescimento dos custos na Saúde Suplementar tem sido o grande desafio do Setor. Segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a variação dos custos, de 2008 a 2012, de Diárias (68,8%), Materiais (60,4%), Medicamentos (59,4%) e Honorários Médicos (55,1%) ficou muito acima do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) registrado no período, que foi de 23,92%. 

Os dados foram apresentados durante um encontro com jornalistas na semana passada, no qual IESS e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) debateram questões econômicas. Em São Paulo, a Abramge também reuniu os jornalistas para explicar o funcionamento da Saúde Suplementar e comentar questões como o aumento dos custos assistenciais.

Segundo a FenaSaúde, de janeiro a dezembro de 2012, houve um aumento de 18,5% com despesas assistenciais em relação ao mesmo período do ano anterior. O montante de R$ 30,5 bilhões foi composto, principalmente, do aumento nos custos das internações, órteses, próteses e medicamentos.

O diretor executivo da FenaSaúde, José Cechin, explicou que as operadoras devem estar atentas a este crescimento, uma vez que “as margens operacionais são pressionadas pelo constante avanço das despesas assistenciais, que, nos últimos cinco anos, muito mais do que dobraram (133,8%) entre as associadas à Federação. Um crescimento acima do aumento percentual das receitas e muito acima dos índices de inflação da economia. Essas diferenças pressionam cada vez mais as margens das operadoras de planos de saúde, podem impactar na sustentabilidade do setor e terminarão inevitavelmente sendo repassadas aos consumidores”.

A mesma conclusão foi apresentada pela Abramge. De acordo com o presidente da entidade, Arlindo de Almeida, há dificuldades para se trabalhar com novas formas de pagamento, por exemplo. Um primeiro passo nesse sentido foi dado com os hospitais, que recentemente deram início a um projeto piloto, capitaneado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que vai propor mudanças na forma de pagamento desses estabelecimentos. Ele ressaltou, no entanto, que ainda se trabalha com um pagamento pela doença, mas que o foco atual está baseado na prevenção. “Talvez não se diminua os custos de imediato, já que a prevenção contribui para o prolongamento da vida. Mas traz qualidade de vida aos nossos beneficiários”. 

A discussão sobre o reajuste dos médicos, no entanto, está longe de se chegar a um consenso. Para o mercado, duas questões estão se desenhando como consequência à exigência da ANS, imposta pela IN 49, que obriga as operadoras a definir um percentual de reajuste anual, em contrato, com seus prestadores: para a FenaSaúde, a primeira delas é que a definição prévia de um índice pode parecer positivo para uma das partes, que trabalharia para frustrar as negociações. A segunda, segundo a Abramge, é que o índice proposto pelas partes será tão ruim para o outro, que a negociação será a única saída. 

A IN 49 prevê um período de negociação limitado em três meses depois do qual, não havendo acordo, o índice pré-definido seria tacitamente utilizado. O mercado – leia-se tanto operadoras quanto prestadores – está tendo dificuldades para definir um índice que agrade ambas as partes. A ideia é, talvez, propor uma mistura de índices que suavizem a indexação dos contratos. Mas, caso não haja acordo e para comprovar que houve a tentativa, a Abramge, por exemplo, está orientando seus associados a terem documentos que comprovem que as propostas foram enviadas mas os prestadores não a aceitaram e, portanto, não assinaram os contratos. 

De qualquer forma, a questão da indexação é um consenso entre as operadoras: não resolve a situação, não se facilita o acordo. Além disso, vale lembrar que o Brasil vive, atualmente, sob um regime de economia não-inflacionária e nem todos os estabelecimentos e profissionais são iguais, e estabelecer um mesmo percentual para todos pode não ser, afinal, o que se esperava.

*Com informações do P&P – Saúde Suplementar.



PUBLICIDADE

Mais lidas


    Warning: mysql_num_rows() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 309

    Warning: mysql_free_result() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 322

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.