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12/04/13
Segmento da saúde é estratégico para plano de inovação do governo
Através do programa Inova Empresa, governo federal irá priorizar investimentos em oncologia, biotecnologia e equipamentos médicos. Outra iniciativa, o Criatec, investiu R$ 100 milhões em 36 startups, nove delas ligadas ao setor de saúde
Valor Econômico

O campo da saúde é um dos principais eixos estratégicos de um plano do governo federal, o Inova Empresa, que pretende aplicar cerca de R$ 32,9 bilhões em inovação nos próximos anos. O programa, que envolve diferentes ministérios e fontes de recursos, possui quatro linhas de financiamento: R$ 1,2 bilhão para subvenção a empresas; R$ 1,2 bilhão para subvenção a empresas; R$ 2,2 bilhões para participação acionária em empresas de base tecnológica; R$ 4,2 bilhões para fomento de parcerias entre empresas e instituições de pesquisa; mais R$ 20,9 bilhões para crédito, com taxas subsidiadas de 2,5% a 5% ao ano e prazos de 12 anos para pagamento, com carência de quatro anos. Os programas são executados pela Agência Brasileira de Inovação, Finep, e o BNDES.

No setor de saúde, as prioridades nos investimentos são em oncologia, biotecnologia, e equipamentos e dispositivos médicos. O BNDES aprovou, nesta semana, a concessão de um financiamento de R$ 10 milhões para a fabricante de medicamentos Althaia, através do programa de apoio ao desenvolvimento do complexo industrial farmacêutico - Profarma Inovação -, que agora está incorporado ao Inova Empresa. Os recursos serão utilizados para desenvolver oito novos medicamentos genéricos e para a compra de equipamentos para o laboratório da empresa, localizado em Atibaia (SP).

O BNDES Profarma soma, desde 2004, um estoque de R$ 1,88 bilhão em financiamentos contratados ou aprovados para empresas do setor, em linhas de crédito para exportação, reestruturação, produção e inovação tecnológica. Cerca de 31% deste total são voltados para projetos de inovação. O apoio do BNDES para a indústria de saúde inclui também investimento através de fundos de capital de risco. O Criatec, fundo de capital desenvolvido em parceria com o Banco do Nordeste para investir em empresas inovadoras, é uma dessas iniciativas. Lançado em 2007, o primeiro fundo investiu R$ 100 milhões em 36 startups, nove delas ligadas ao setor de saúde.

Agora, o BNDES seleciona gestores para uma nova versão do fundo, com R$ 190 milhões, que terá a participação de outros bancos, como o BDMG. De acordo com Márcio Spata, gerente do departamento de fundos do BNDES, no final do terceiro trimestre será lançado o edital do Criatec III, e pela primeira vez, capital privado será atraído para o fundo. Além de apoiar a inovação, o Criatec também atende outra diretriz do banco: estimular a indústria de capital de risco. "Percebemos uma lacuna no segmento de capital semente, que é uma área com maior exposição ao risco do que o private equity e o venture capital", diz Spata.

Até o momento, o crescimento médio anual das empresas com investimentos do Criatec é de 50%. Segundo Spata, a ideia é que o fundo permita que as empresas montem equipes executivas e estruturas comerciais que permitam a elas enfrentar o mercado. Em geral, trata-se de empreendedores com capacidade de inovação, mas sem experiência em negócios. Dois terços dessas empresas vêm de incubadoras ou parques tecnológicos. No entanto, isso exige que as empresas aceitem a interferência dos investidores na administração. "Somos um fundo de investimento em busca de lucro, e a empresa deve estar alinhada com seu novo sócio", disse Spata. As empresas que recebem aportes do Criatec devem ter faturamento de no máximo R$ 6 milhões por ano, segundo ele.

A Diagnext, localizada em Niterói (RJ), é uma das empresas que recebeu um aporte de aproximadamente R$ 1 milhão, em julho de 2012, e tornou-se dono de 28% da companhia especializada em transmissão remota de diagnósticos por imagem. A empresa foi localizada pelo fundo após se cadastrar no site de busca de start ups do Criatec. Atualmente, a Diagnext está em fase de implantação da primeira filial, em Fortaleza, e também investe em ferramentas mais avançadas de interação com os clientes e em tecnologias que permitam atender novas demandas do mercado, como teleodontologia, telepatologia e telecirurgia, entre outras. De acordo com Leonardo Melo, a Diagnext se reinventou após o aporte financeiro.

O Criatec também foi uma grande oportunidade de crescimento para a empresa gaúcha que se dedica à produção de fármacos para medicina nuclear, a RPH - antiga Radiopharmacus, criada na TecnoPUC, em Porto Alegre. Segundo Giovane Zanardo, diretor financeiro da RPH, a empresa já existia há dez anos e estava em uma encruzilhada: ou crescia ou estagnava. Com o aporte, a empresa deslanchou, utilizou recursos para qualificação de mão de obra, melhoria de processos internos, implantação de sistemas de gestão.

Inicialmente, a empresa prestava apenas serviços de consultoria, mas tornou-se pioneira em sua área. É a primeira fabricante brasileira autorizada pela Anvisa a desenvolver uma planta industrial adequada à produção de conjuntos reativos de medicina nuclear, e a única empresa privada autorizada pela agência a produzir e comercializar fármacos para esse mercado no Brasil. Com o Criatec, a RPH vem crescendo de 40% a 50% ao ano, e tem hoje uma carteira de clientes que corresponde a cerca de 80% do mercado nacional de medicina nuclear, nicho com alto potencial de crescimento. O próximo passo, segundo Zanardo, é a exportação para a Ásia e a América Latina.

*As informações são do Valor Econômico.



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