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11/10/12
Setor de saúde prevê chegada de mais estrangeiros no Brasil
Compra da Amil pela UnitedHealth deverá interferir no mercado brasileiro de planos de saúde. Expectativa é unanimidade entre as operadoras
Da Redação

A entrada da operadora UnitedHealth Group no Brasil através da compra da Amil deverá atrair mais grupos e fundos de private equity estrangeiros, como o Texas Pacific Group (TPG), com participação na Azul e no laboratório Moksha8, e interferir no mercado brasileiro de planos de saúde, segundo informações do Valor Econômico. A expectativa é uma unanimidade entre operadoras concorrentes, hospitais e consultores do setor de saúde.

Na última segunda-feira (08), durante anúncio de venda da Amil à UnitedHealth, Edson Bueno, fundador da empresa brasileira, previu que em três anos a operadora passará por profundas transformações. Esse também poderá ser o período de mudanças no setor de saúde brasileira, que hoje conta com 1,6 mil operadoras. Segundo Bueno, em 10 anos esse número cairá para 400 planos de saúde, semelhante ao mercado norte-americano. 

Para Paulo Hirai, sócio-diretor da SantéCorp, consultoria especializada em gestão de saúde, a competitividade será acirrada para as operadoras locais com a chegada da UnitedHealth porque ela tem muita experiência em gestão e deve trazer novos mecanismos de remuneração. No caso da UnitedHealth, entre os mecanismos de remuneração usados nos Estados Unidos que podem chegar ao Brasil está o pagamento por performance, ou seja, o valor do procedimento médico relacionado ao resultado obtido no procedimento médico. O assunto já é tema de estudos na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Outra prática comum no mercado norte-americano é o pagamento conforme o diagnóstico, onde procedimentos de alta complexidade têm remuneração maior em relação aos procedimentos de menor gravidade. No Brasil, uma tabela determina o valor da cirurgia de coluna, independente da gravidade do caso. Um instrumento para reduzir o custo dos convênios médicos nas companhias americanas – adotado no Brasil, mas em menor escala –, é o pagamento por parte dos usuários de uma parte do procedimento médico. Isso evita que os planos sejam usados sem parcimônia.

Capital estrangeiro – O que deve aumentar a presença de grupos internacionais no país também é o projeto de lei  de autoria do senador Fernando de Souza Flecha Ribeiro (PSDB/PA) , que permite a participação de capital estrangeiro em hospitais. E o anúncio da compra da Amil pode trazer o projeto de voltar à pauta do Senado. A ideia é que grupos estrangeiros possam ter uma fatia minoritária em hospitais nacionais - a maioria continuaria sendo de brasileiros. A Compra da Amil pela americana UnitedHealth Group terá parecer da ANS em cerca de quinze dias.

*As informações são do Valor Econômico.

Leia mais: 
>> Venda da Amil: Edson Bueno será o maior acionista individual da UnitedHealth
>> UnitedHealth confirma compra da Amil por US$ 4,9 bilhões



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