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10/11/11
Turismo médico: os desafios para formar um cluster no Recife
Seminário desta quarta debateu quais as chances e os avanços necessários para a capital se destacar mundialmente
Raissa Ebrahim, do Recife

Transformar o Recife numa referência mundial em turismo de saúde e implantar na cidade um cluster não será tarefa fácil. Para que o desejo do Governo de Pernambuco e da iniciativa privada se torne realidade, o segmento médico terá que trilhar um longo caminho nos próximos anos. A pujança pernambucana no setor merece cuidados e planejamentos. Esses desafios foram discutidos durante toda esta quarta-feira (9) na cidade. O Simpósio Pernambuco na Rota do Turismo de Saúde, que faz parte de um projeto maior que pretende divulgar o destino mundialmente, reuniu nomes de peso para explicar como disseminar e investir na ideia.

 

“Vamos precisar fazer primeiro um grande mapeamento para abordar as especificidades dos nossos hospitais, investir em consultoria, fechar parcerias e realizar divulgações para entrar nesse mercado da forma mais profissional possível”, alertou o diretor de comunicação do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe), Iberê Monteiro. “A fatia deixada de lucro pelos turistas de saúde pode chegar a algo em torno de 25%, por causa principalmente dos procedimentos pagos à vista”, calcula ele, que destaca ainda o cenário de turismo de lazer pernambucano que pode ajudar pacientes e acompanhantes a permaneceram mais tempo no Estado.

 

“Hoje nosso maior emissor de pacientes é a Angola, onde as entidades de saúde não são suficientes e muitas são de baixa qualidade. É preciso pensar também que cada país tem as suas motivações para se tratar fora. Nos Estados Unidos, por exemplo, há um alto custo relacionado à saúde e boa parte da população não é segurada. Na África, os problemas são a quantidade e qualidade das instituições. Já no Canadá, o longo tempo de espera e a insuficiência de recursos. Além da Europa, que está em crise. Para que seja atrativo, o destino precisa ter facilidade de acesso, disponibilidade de atendimento, valores competitivos e percepção de qualidade”, mostrou Alberto Cherpak, do Tourismed Brazil e do Comitê Estratégico de Saúde da Câmara Americana de Comércio (Amcham) no Recife.

 

Segundo Cherpak, dentre as especialidades de destaque no Recife, estariam cirurgia plástica, cirurgia cardiovascular, cirurgia bariátrica, cirurgia ortopédica, cirurgia oftalmológica, oncologia, odontologia e bem-estar / wellness. “Os beneficiados podem ser laboratórios, hospitais, clínicas, centros de diagnóstico, empresas de home care, centros de estética, consultorias especializadas, planos de saúde, distribuidores de materiais, associações médicas, empresas de turismo”, diz ele. Cherpak destaca ainda que é preciso pensar nos vários eles dessa nova cadeia: posicionamento das marcas, treinamento de colaboradores, sinalização de hospitais, demonstração e divulgação de avanços, acreditação, estratégias que tragam valor agregado ao negócio, estrutura de acolhimento ao paciente desde o primeiro contato até a volta para casa, desenvolvimento de uma marketing unificado, entre outros pontos.

 

Eduardo Dantas, advogado especialista em direito médico, vice-presidente da World Association for Medical Law e presidente da Associação Brasileira de Direito da Saúde, alertou também para a necessidade de um bom aparato jurídico, capaz de estruturar com profissionalismo o contrato com agências de turismo, com pacientes, valores contratados, procedimentos cobertos, tempo previsto de internação, etc. O evento contou ainda com um painel nacional, onde foram contados os cases do Hospitalité e do Sírio Libanês, ambos em São Paulo, e do Mãe de Deus e Moinhos de Vento, ambos em Porto Alegre. Além do painel internacional, com palestra sobre o The Methodist Hospital (EUA) e Custom Assurance Placements (EUA).

 

O projeto Pernambuco na Rota do Turismo de Saúde é fruto de uma parceria entre a secretaria, a Câmara Americana de Comércio (Amcham) do Recife, o Recife Convention & Visitors Bureau (RCVB) e a Prefeitura da cidade, com o apoio do Real Hospital Português e o Unicordis.  



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