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02/02/15
Versão barata de vacina ameaça farmacêuticas mundias
Serum Institute of India, maior fabricante de vacinas da Ásia, trabalha em novas ofertas que ameaça marcas como a Merck, Glaxo e Pfizer
Da redação

Mumbai - O maior fabricante de vacinas da Ásia, o Serum Institute of India Ltd., trabalha em uma série de novas ofertas com preços menores que representa uma ameaça às marcas das maiores farmacêuticas mundiais, como a Merck, GlaxoSmithKline Plc, Sanofi e Pfizer Inc. As informações são do Valor Econômico.

O Serum, que fabrica vacinas injetadas em 65% das crianças do mundo, pretende criar novas vacinas, como uma contra o vírus do papiloma humano (HPV), que poderá estar disponível em 2018 a um terço do preço da Gardasil, segunda vacina mais vendida do mundo e sucesso de vendas da Merck Co.

Conforme Suresh Jadhav, diretor executivo da empresa indiana, a versão da vacina contra o HPV será lançada inicialmente em países em desenvolvimento e a empresa também pretende conseguir a aprovação do produto na Europa.

Dados da Organização Mundial da Saúde informam que as vendas de vacinas estão crescendo ao dobro do ritmo em relação a outros produtos farmacêuticos. Isso porque as vacinas, atualmente, são impulsionadas pela criação de novos produtos mais avançados e vendidas a preços cada vez mais altos nos mercados ocidentais. 

Além disso, contribui a campanha para aumentar a imunização contra a pólio e o sarampo nos países em desenvolvimento. outro fator que tornou urgente a necessidade de versões acessíveis das novas vacinas para países pobres foi a epidemia de ebola na África Ocidental.

Segundo estimativas da Kalorama Information, que publica pesquisas sobre o mercado farmacêutico, o mercado mundial de vacinas mais do que triplicou seu valor, de US$ 7,4 bilhões em 2005 para US$ 25,5 bilhões.

Mercado global - Enquanto isso, os maiores laboratórios dominam o mercado devido aos grandes investimentos necessários para desenvolver vacinas e à alta taxa de fracassos de potenciais candidatas.

A UNICEF consegue vacinas com preços reduzidos para os países mais pobres, algumas em nome da GAVI Alliance, instituição de caridade com sede em Genebra e maior fornecedora de fundos para vacinas enviadas a países em desenvolvimento.

De acordo com informações da Serum, inicialmente serão realizados os testes clínicos para a alternativa à Gardasil, na Índia e na África. Além disso, a primeira fase dos testes deverá começar ainda neste ano. Como a Gardasil, a nova vacina deverá proteger contra quatro cepas do HPV.

Sediada em Londres, a Glaxo também possui uma vacina contra o HPV: a Cervarix, que protege contra duas cepas. De acordo com informações da Glaxo, todos os anos, cerca de 80% das vacinas, entre elas Cervarix, vão para países em desenvolvimento com preços reduzidos.

Mesmo ainda não chegando a um acordo com relação ao preço, segundo Suresh Jadhav, o medicamento será extremamente acessível para que os países mais pobres possam adicioná-la a seus programas. O executivo disse ainda que o Serum pretende chegar a um preço de, pelo menos, cerca de um terço do valor que atualmente está sendo conseguido pela agência da ONU.

Prematuro - A Merck informou que é prematuro falar em vacinas em desenvolvimento contra o HPV. De acordo com a farmacêutica alemã, esse tipo de vacina para 53 países de baixa renda reunidas em uma conexão com a GAVI não deverão impactar na renda da empresa, pois ela já se comprometeu a fixar preços que não rendem lucros para a Gardasil nesses países.

Para Richard Purkiss, analista da Atlantic Equities LLP em Londres, fazer com que cópias da Gardasil sejam aprovadas na Europa como intercambiáveis com a versão da Merck será desafiador. "Talvez impossível", completou.

Na maioria dos países da União Europeia, a substituição automática de produtos biológicos, ou de derivados de organismos vivos, como as vacinas, ou é proibida, ou não é recomendada.

O Serum também vem desenvolvendo sua linha de vacinas para outras doenças. A utilização de uma vacina desenvolvida pela companhia contra a meningite A, na África Subsaariana, foi aprovado para crianças com menos de um ano de idade. 

Além disso, a empresa planeja vender uma vacina pentavalente contra o rotavírus para a UNICEF por US$ 2 a US$ 2,50 a dose. Conforme Jadhav, a vacina deverá estar disponível no primeiro trimestre de 2018.

As informações são do Valor Econômico.



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