home notícias Tecnologias
Voltar Voltar
11/07/14
Cinco questões sobre BYOD que o setor de saúde deverá enfrentar
Para aliviar os efeitos da transição para o mobile, organizações de TI que atuam em hospitais estão começando a implantar estratégias Byod, sigla para bring your own device, que em tradução livre significa: traga seu próprio dispositivo
Chris Crowell*


Hospitais não são os locais mais seguros para equipamentos móveis. Ao mesmo tempo, é improvável que médicos tomem medidas para proteger seus equipamentos de contaminação (Shutterstock/Editoria de Arte)

A taxa de médicos que está escolhendo levar dispositivos móveis para trabalhar continua aumentando em um ritmo alarmante. Na verdade, um recente estudo da Jackson Coker, agência de empregos especializada em setor médico, descobriu que quatro entre cinco profissionais usam regularmente seus dispositivos móveis com motivos médicos.

Concomitantemente, os pacientes e clientes também estão ampliando os seus usos dos dispositivos sem fio em hospitais e centros de saúde. Ao mesmo tempo em que existem benefícios provados nestas situações, como um mais rápido acesso às informações dos pacientes, o influxo destes equipamentos também tem algumas questões sérias. 

Aqueles que olham para o lado negativo são rápidos ao apontar as questões de privacidade e o fato de que a informação dos pacientes poderia ser comprometida. Mas uma série de outras preocupações também está associada a este movimento, como a enorme carga que se coloca na rede e nos recursos em TI.

Para ajudar a aliviar os efeitos da transição para o mobile, as organizações de TI que realizam serviços para hospitais ao redor do mundo estão começando a implantar estratégias Byod, sigla para bring your own device, que em tradução livre significa: traga seu próprio dispositivo. Com o objetivo de proporcionar recursos flexíveis necessários para administrar uma estratégia Byod que mantenha os custos, o controle e a segurança, o setor de TI deve estar preparado para enfrentar as seguintes questões:

SUPORTE DE REDE
Um recente relatório da consultoria Spyglass Consulting Group descobriu que 69% das enfermeiras entrevistadas em um hospital usam seus smartphones para comunicações pessoais e clínicas enquanto trabalham. Isto, acrescido à estatística sobre os médicos, equivale a uma enorme pressão sobre a rede do hospital.

Com o influxo dos dispositivos dos usuários finais, a demanda por uma conectividade consistente, confiável e continuamente disponível, especialmente na rede wi-fi do hospital, torna-se cada vez mais exigente. Normas federais americanas solicitam que as instituições implantem uma rede única para atender as necessidades de uso de dispositivos médicos, bem como fornecer um padrão de interoperabilidade para proteger todos os dados clínicos na rede sem fio. Além disso, os profissionais de TI dos hospitais devem explorar a próxima geração de soluções de rede que são altamente disponíveis, dimensionáveis e ubíquas.

DISPOSITIVOS PERDIDOS
Se você trabalha em uma companhia e usa um celular corporativo, o pressuposto é que a TI assuma a responsabilidade pelo rastreamento e substituição dos aparelhos que forem perdidos. As organizações de saúde devem repensar este modelo tradicional, já que cada vez mais os equipamentos trazidos para o ambiente de trabalho são pessoais e não pertencem à companhia.

O gerenciamento de dispositivos móveis (mobile device management – MDM) que pertencem ao funcionário é algo que historicamente tem chamado a atenção dos profissionais de TI. No entanto, a maioria deles está fazendo o mínimo no desenvolvimento de um melhor controle. Deveria haver um equilíbrio na estratégia que leva em conta a necessidade de ser não-invasivo, mas cumpridores da lei. Ao lidar com a informação do paciente, tudo que contém os dados abrangidos pela Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA) – lei norte-americana sobre a segurança de informações médicas – precisa estar protegido, e os equipamentos necessitam estar seguros contra invasões.

USO PROFISSIONAL E PESSOAL
No futuro próximo, os equipamentos de computação móveis no ambiente clínico serão tão comuns quanto são na vida real. Os dispositivos servirão a um duplo propósito: os médicos e outros profissionais usarão o mesmo smartphone para acessar informações do paciente e se comunicar com alguém em sua casa.

Já estamos ouvindo preocupações de médicos sobre o Byod no que diz respeito à perda de privacidade em comunicações pessoais, o comprometimento do comportamento profissional e um alerta sobre uma falta de esclarecimento de como deve ser o uso dos equipamentos pessoal e profissional. A estratégia Byod neste ambiente requer uma mudança na cultura da organização que gira em torno da transparência. Sem isto, os gestores e usuários vão entrar em choque e nenhum dos lados conseguirá entrar em acordo.

IMPLANTAÇÃO DE DISPOSITIVOS
Atualmente, mais de 20 mil aplicativos mHealth estão disponíveis no mercado, e este número está crescendo em todas as plataformas móveis. A maioria dos hospitais está usando aplicativos firewall e um gerenciamento unificado de ameaças a fim de implementar e monitorar os softwares de forma segura e manter-se em conformidade com a HIPAA.

Estas estratégias têm se provado benéficas quando se trata de equipamentos pessoais. Contudo, elas também criam preocupações sobre uma pior performance e escalabilidade. A implantação e o apoio a diversas aplicações podem ser problemáticos, especialmente com a magnitude dos equipamentos envolvidos. O setor de TI e a equipe de trabalho móvel devem ter o mesmo objetivo em mente – a segurança e proteção dos pacientes. A partir daí, eles podem estabelecer de forma mais clara as políticas de uso.

EQUIPAMENTOS ROBUSTOS
Os hospitais não são os locais mais seguros para equipamentos móveis. Existem fluidos e outras condições operacionais severas que podem ser desafiadoras. As condições são drasticamente diferentes daquelas de um escritório padrão. Ao mesmo tempo, é improvável que os médicos tomem medidas de segurança para proteger seus equipamentos de contaminação entre hospitais. A questão é: a responsabilidade do saneamento do dispositivo pessoal deve ser da TI, ou o médico deve assumir esta tarefa quando decidir usar seu próprio equipamento durante o tratamento dos pacientes? O fator não pode ser ignorado na implantação da estratégia Byod. O Byod não é uma novidade passageira. Está aí para ficar e as organizações precisam estabelecer estratégias e as melhores práticas para lidar com este cenário em constante mudança. As organizações que obtiverem sucesso na implantação destas iniciativas têm a habilidade de transformar o fluxo de trabalho clínico, simplificar processos, facilitar o acesso dos médicos às informações e consequentemente melhorar o atendimento dos pacientes.

*Chris Crowell é CEO da Extreme Networks, companhia que oferece soluções em rede para empresas. Texto publicado no portal Venture Beat.

**Artigo publicado na edição 25 da revista Diagnóstico



PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.