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17/07/14
Ainda é preciso explorar o monitoramento doméstico por smartphones
Acompanhamento pode ter um futuro brilhante, mas algumas companhias de tecnologia da atualidade estão garimpando no lugar errado
Robert Pearl*

Se a saúde tornou-se uma nova corrida do ouro, então não é surpresa que as companhias high-tech do Vale do Silício, as empresas e os recentes MBAs torçam para enriquecer na esteira das reformas do setor nos EUA.

Um número crescente de garimpeiros tecnológicos quer ajudar os pacientes a administrar doenças crônicas. Especificamente, eles estão interessados em aparelhos de monitoramento domésticos – rastreadores wireless que podem enviar milhares de traços do eletrocardiograma, níveis de açúcar no sangue e outros conjuntos de estatísticas diretamente para os profissionais de saúde.

Enquanto o monitoramento doméstico dos equipamentos pode ter um futuro brilhante, algumas companhias de tecnologia da atualidade estão perseguindo o falso ouro.

Isto porque alguns promotores das tecnologias de monitoramento doméstico acreditam que médicos examinarão cuidadosamente cada eletrocardiograma ou leitura de açúcar no sangue e usar essa informação para personalizar perfeitamente a dieta dos pacientes. Isto não é como a medicina funciona.

Deixe-me explicar o problema usando uma analogia. Imagine um habilidoso esquiador nas encostas, pronto para fazer o máximo do seu dia. Como ele determina a correta engrenagem e os esquis para vestir?

Conhecer a forma de cada floco de neve na montanha não ajuda muito. Em vez disso, precisa saber qual das várias condições de neve possíveis ele deve esperar. A neve profunda requer esquis mais largos. O esqui de estilo livre exige bordas afiadas. Descobrir qual dos vários padrões de gelo está presente dá ao esquiador a informação de que precisa.

O mesmo é verdade para o monitoramento doméstico. Procurar por milhares de traços de eletrocardiogramas não adicionará muito valor também. De fato, colocar toda aquela informação dentro do prontuário eletrônico apenas torna mais difícil para médicos identificar mais peças vitais de informação. Em vez disso, os médicos precisam entender alguns padrões possíveis que estão acontecendo para determinar o curso apropriado da ação.

Mas, além das questões de logística, também existem as regulatórias. Quando a informação médica é enviada diretamente para o médico ou importada para o prontuário eletrônico do paciente, o rastreador torna-se um “dispositivo médico” e deve ser aprovado pela FDA e demais órgãos equivalentes, mundo afora.

Imagine essas regulações aplicadas em uma balança de banheiro. Certamente, não existe a necessidade de supervisão reguladora se um médico instrui um paciente a monitorar seu próprio peso. Mas se aquele o peso do paciente é enviado diretamente para o seu médico, a balança necessitaria ser aprovada pela FDA – adicionando custo significativo para os fabricantes, consumidores e o sistema de saúde.

Então, dados estes obstáculos, existe algum ouro real aqui para as companhias high-tech?

Sim, acredito que as condições estão maduras para o mercado multibilionário. Cerca de metade de todos os adultos americanos tem uma condição crônica e mais que a metade de todos os adultos usam smartphones. Ambos os números estão crescendo rapidamente. Portanto, o conceito de mensuração de pacientes e as estatísticas psicológicas rastreadas via smartphone são promissores.

Já existe o iBGStar Blood Glucose Monitoring System (sistema de monitoramento de glicose no sangue da iBGStar), que custa entre US$ 71,99 e US$ 99,99 e é conectado ao iPhone. Há o AliveCor Heart Monitor (monitor cardíaco que custa US$ 199), um dispositivo que também se encaixa no smartphone da Apple. Outros anexos do telefone têm propostas similares para indivíduos com doenças crônicas.

*Robert Pearl é médico formado pela Escola de Medicina da Universidade de Yale, com residência em cirurgia plástica e reconstrutiva na Universidade de Stanford, onde ensina estratégia, liderança e tecnologia. É colunista da revista Forbes. Publicado com autorização.

** Leia o ensaio completo na edição 25 da revista Diagnóstico. 



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