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04/07/12
Alemães criam técnica de realidade virtual com tablets para cirurgias
Software é capaz de criar imagens em realidade aumentada durante procedimentos minimamente invasivos
Da redação

Pesquisadores alemães desenvolveram uma técnica de realidade virtual com o uso de tablets para cirurgias minimamente invasivas. O método experimental, batizado de navegação assistida por iPad para visão 3D aumentada, tem o objetivo de ajudar os cirurgiões a visualizar melhor os órgãos próximos ao rim na retirada de cálculos, assim como na remoção de tumores do rim e da próstata em procedimentos minimamente invasivos. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Heidelberg, no sudoeste da Alemanha, e do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer, na mesma cidade, a técnica poderia substituir a visualização dos órgãos por meio do contraste injetado e por imagens radiológicas em tempo real. O procedimento experimental já foi testado para cirurgia de retirada de pedra no rim em cinco pacientes.

Para realizar o procedimento com a nova técnica, o paciente é submetido a uma tomografia com eletrodos, usados como assistentes de navegação. Na cirurgia, esses marcadores são colados na pele na mesma posição do exame.

As imagens dos eletrodos são capturadas pelo tablet e transmitidas para um servidor, que faz a sobreposição das imagens em tempo real da cirurgia e as da tomografia computadorizada. O software cria as imagens em realidade aumentada e as envia para a tela do tablet, simulando uma visão geral de vários órgãos em 3D para o médico. 

Com a melhor visualização do local da punção no rim e dos órgãos próximos, a nova técnica poderia minimizar o risco de punções incorretas e lesões no cólon, pleura, fígado, baço e duodeno. Outra vantagem é que o aparelho é portátil e de visualização precisa. 

Segundo Michael Müller, pesquisador do Departamento de Informática Médica e Biológica e um dos responsáveis por desenvolver a técnica, o projeto pode ser lançado comercialmente em dois anos. O pesquisador afirma, no entanto, que ainda faltam estudos para comparar a novidade com a cirurgia tradicional.



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