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04/01/12
Alzheimer: marcador radioativo faz diagnóstico mais preciso
Laboratório dinamarquês e GE Healthcare desenvolvem novo método para identificar a doença na tomografia por emissão de pósitrons (PET)
Da redação

Pesquisadores do laboratório dinamarquês Hevesy, ligado à Universidade Técnica da Dinamarca, e da multinacional GE Healthcare desenvolveram um novo método que simplifica e torna mais preciso o diagnóstico do mal de Alzheimer. O procedimento incluiu o uso de um novo marcador radioativo na tomografia por emissão de pósitrons (PET), exame-padrão para identificar ou descartar a doença.

 

O novo método, testado com sucesso em pacientes de vários hospitais europeus, emprega a droga flutemetamol em associação com o fluor-18 (F18), cuja meia-vida de duas horas o faz uma alternativa mais prática para uso clínico. Um dos grandes benefícios da técnica será o de eliminar a possibilidade de uma pessoa estar com mal de Alzheimer. Caso o paciente tenha sintomas semelhantes aos da doença, mas não possui acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro, é quase certo que sofra de um outro tipo de demência.

 

Além disso, o novo método poderá contribuir para identificar o risco do aparecimento da doença em pessoas cujo cérebro possui acúmulo da proteína, mas que ainda não manifestaram os sintomas do mal de Alzheimer.  O cérebro de pacientes com mal de Alzheimer possui alta concentração de beta-amiloide, uma proteína que se acopla e causa danos às células cerebrais. No PET, o paciente recebe uma injeção com um marcador radioativo, que se liga aos depósitos de beta-amiloide encontrados no cérebro. Visível nas imagens produzidas pela tomografia, o marcador fornece um mapeamento da distribuição e quantidade da proteína.

 

O composto de Pittsburgh B em combinação com o carbono radioativo (C11) é o marcador radioativo mais empregado atualmente. Porém, a cada 20 minutos, a radiação emitida pela substância cai pela metade. Portanto, o marcador tem de ser fabricado no mesmo local onde é feita a tomografia, procedimento praticamente inviável devido à reduzida disponibilidade dos equipamentos necessários para a produção da substância, os cíclotrons.

 

“Quando pudermos comercializar o método, poderemos observar mais rapidamente se um novo medicamento está mesmo conseguindo reduzir ou pelo menos impedir o aumento da concentração de beta-amiloide no cérebro”, diz o engenheiro Gert Rode, diretor administrativo da GE Healthcare na Dinamarca. Segundo Rode, o novo procedimento permite saber se os diversos tipos de tratamento contra o mal de Alzheimer testados em diferentes partes do mundo estão dando os resultados esperados.



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