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19/04/13
Cientista americano cria curativo com agulhas microscópicas
Tratamento é três vezes mais poderoso do que os material de cicatrização utilizados atualmente em pacientes com queimaduras e já foi testado com sucesso
BBC Brasil

Cientistas norte-americanos criaram um curativo coberto com agulhas microscópicas, uma espécie de "cama de pregos", para tratar cicatrizes de cortes cirúrgicos. O material é inspirado em um tipo de parasita - chamado Pomphorhynchus laevis - que vive no intestino de peixes e que se agarra às paredes do órgão usando espinhos parecidos para se fixar com firmeza, sem a necessidade de grampos ou pontos.

De acordo com os cientistas, que trabalham no Brigham and Women's Hospital, na cidade de Boston, o curativo, que possui quatro centímetros quadrados, é três vezes mais poderoso do que os material de cicatrização utilizados atualmente em pacientes com queimaduras e também pode injetar medicamentos no paciente através das minúsculas agulhas. De acordo com um artigo divulgado na publicação científica Nature Communications, o dispositivo já foi testado com sucesso em animais.

Boa parte dos curativos não têm boa adesão à pele molhada. Grampos, pontos e enxertos de pele também ajudam a fixar os curativos na pele, mas podem causar danos aos tecidos.

Tentando contornar esse problema, o pesquisador Jeffrey Karp e equipe analisaram o parasita, que se fixa na superfície escorregadia do intestino de seu hospedeiro através de um sistema de agulhas microscópicas que perfuram a superfície e, quando molhadas, incham e se prendem com mais firmeza. Estas agulhas minúsculas conseguem uma ótima fixação com o mínimo de danos ao tecido.

O curativo desenvolvido por Karp imita a ação do parasita utilizando agulhas minúsculas de plástico e com pontas rígidas enquanto secas. E ao espetar o tecido molhado, as pontas incham e se prendem com mais firmeza. De acordo com Karp, o design singular permite que as agulhas se prendam a tecidos moles com o mínimo de dano. Além disso, na hora de retirar o adesivo, comparado a grampos, há menos trauma nos tecidos, sangue e nervos e um risco menor de infecção.

*As informações são da BBC Brasil.



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