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06/01/15
Aplicativo funciona como um Instagram para médicos
Criado pelo canadense Joshua Landy, Figure 1 permite que profissionais de saúde compartilhem imagens de casos clínicos pouco comuns. Ferramenta está disponível em apenas seis países
Da redação

Diante de casos considerados complexos ou pouco comuns, médicos costumam pagar para acessar bancos de dados com imagens e informações ou buscam referências em livros de medicina e documentos clínicos em hospitais e centros de saúde. Além de lento, o processo não é transmitido de maneira imediata. As informações são do portal português O Observador.

Ao perceber este problema, o médico canadense Joshua Landy teve a ideia de criar o Figure 1, um aplicativo que funciona como uma espécie de Instagram, onde profissionais de saúde podem compartilhar imagens de casos complexos. Conforme Landy, em entrevista ao site IBTimes, vários casos complexos são partilhados com outros profissionais, mas o fato de não haver um sistema próprio para partilhar imagens ou discussão de casos é um obstáculo.

Landy percebeu que os internos tinham o hábito de trocar imagens sobre casos médicos através de e-mails e mensagens instantâneas e que este conhecimento perdia-se facilmente. Ainda segundo Landy, muitas vezes os professores guarda fotocópias de casos mais difíceis para utilizá-las em aula. No entanto, esses documentos não protegem a privacidade dos pacientes, pois não permitem remover os detalhes pessoais. 

O Figure 1 foi testado inicialmente por estudantes de medicina de 18 universidades do Reino Unido, incluindo Oxford, o University College London e a Universidade de Edimburgo, e tem sido um sucesso. Nos Estados Unidos, estima-se que 20% dos estudantes de medicina utilizam a ferramenta diariamente.

O aplicativo é gratuito e está disponível para download na App Store iTunes e Google Play, mas apenas nos seis países onde foi aprovado pela lei de privacidade pelos conselhos de saúde: Reino Unido, Irlanda, EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. O resto do mundo pode inscrever-se pela página da Web, mas sem a possibilidade de comentar ou fazer upload de imagens até que o país aprove o uso do aplicativo. Segundo Joshua Landy, o Figure 1 estará disponível na Europa ocidental a partir de 2015.

Durante a inscrição, antes de ter acesso ao conteúdo partilhado, os profissionais de saúde passam por um processo de verificação da licença médica e têm de assinar um termo de consentimento afirmando que agem de acordo com as leis de privacidade médicas da sua região. As imagens devem ter ativo o recurso “Face Block”, que remove detalhes pessoais dos pacientes para que não sejam identificados. Assim como o Instagram, os utilizadores podem postar comentários em imagens, marcá-las com etiquetas e buscar casos médicos através da anatomia ou especialidade.



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