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29/08/12
Aplicativos desenvolvidos por médico pernambucano lideram downloads na Apple Store BR
Gadgets ajudam profissionais de saúde no dia a dia e estão entre os mais procurados na categoria Medicina
Roberta Meireles, do Recife

Mais de 12 mil códigos da Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID-10) e 3,5 mil bulas completas, entre outras informações, podem estar disponíveis no iPhone ou iPad de qualquer médico. E graças ao residente em Clínica Mèdica do Hospital da Restauração (PE) e mestrando em Educação e Saúde da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) Ricardo Maranhão. Ele já desenvolveu 15 aplicativos, que estão entre os mais baixados da Apple Store Brasileira na categora Medicina, com mais de 50 mil downloads no total. Os apps podem ser conferidos no site www.medphone.com.br.
 
“Como médico, enfrentava problemas cotidianos como achar um CID-10, ou buscar o nome de uma substância a partir do seu nome comercial, com a enorme quantidade de medicamentos iguais que só mudam o nome de acordo com a marca, por exemplo. Resolvi facilitar minha vida”, conta Maranhão, que começou a trabalhar com desenvolvimento de web no início dos anos 2000, de forma amadora. 
 
Foi então que o residente entrou em contato com a tecnologia móvel e a comercialização de aplicativos via Apple Store, um meio intuitivo de divulgação e de concentração dessas ferramentas. “A partir daí, comecei a ler a respeito da linguagem usada pelos aplicativos da Apple. Durante o fim do meu curso de Medicina, dividia a leitura de livros de Pediatria e de Cirurgia com livros sobre Programação. Nesse período, surgiu o primeiro aplicativo, o Vacinas, que teve uma repercussão nacional e me inspirou a fazer mais produtos do tipo”.
 
A iniciativa já rendeu parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para disponibilizar o Código de Ética Médica e as Diretrizes do CFM para o acompanhamento de usuários de Crack na Apple Store. Segundo ele, todos os aplicativos desenvolvidos são resultado da análise feita pelo mestrando da relação do profissional de saúde com a tecnologia de informação. “É tudo criado para solucionar dúvidas da rotina de um profissional da área. Os estudantes são grande parte do público que adquire os gadgets, disponíveis apenas para o sistema operacional IOS”, comenta. “Em setembro, o CID-10 Pro, que agrega milhares desses códigos, estará disponível para Android. Se a repercussão for boa, disponibilizaremos os demais para esse sistema operacional. E vem mais novidade por aí em breve, mas ainda não posso dizer o quê”.

O preço dos apps varia de US$ 1,99 a US$ 9,99, tendo alguns gratuitos. “Ganho aproximadamente R$ 3 mil reais por mês com eles. Ainda preciso trabalhar como médico para sobreviver”, brinca. “Mas apesar do retorno financeiro não ser alto, desenvolver esses aplicativos me abriu portas. Conheci muitas pessoas, principalmente de outros estados.Quando cheguei para a residência, o diretor do serviço já me conhecia”, detalha Ricardo Maranhão.

Para ele, medicina e tecnologia estão entrelaçadas. “Daqui a um tempo os médicos vão poder fazer muito mais coisas pelo celular e pelo tablet, como ver prontuários e acompanhar o resultado de exames em tempo real. E quem estiver adaptado a essas ferramentas, vai ter um diferencial importante”.



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