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01/04/15
Apple Watch lidera crescimento de tecnologia na saúde
FDA, órgão responsável por supervisionar novos aplicativos de saúde nos EUA, informou que irá atuar com mais liberdadesem e sem regulamentações excessivas
Bloomberg

Enquanto a Apple Inc. e outras empresas de tecnologia do Vale do Silício avançam para o setor de assistência médica, o órgão responsável por supervisionar esse campo nos EUA informou que dará liberdade para que o setor de tecnologia desenvolva novos produtos sem regulamentações excessivas. As informações são da agência Bloomberg.

De acordo com Bakul Patel, subdiretor de saúde digital do Food and Drug Administration (FDA), que administra a nova onda de produtos de saúde para consumidores, a maioria dos aparelhos de vestir, como o Apple Watch, serão lançados em breve. Além disso, os aplicativos para smartphones com foco em saúde têm certo espaço de manobra antes de passar por um exame minucioso do órgão governamental. “Estamos adotando uma abordagem muito leve, quase sem interferir”, disse Patel. “Se existe uma tecnologia que pode motivar as pessoas a estar saudáveis, não queremos nos envolver”.

O FDA define o seu papel em um momento em que a assistência médica e a tecnologia voltada para o consumidor se misturam. Apple, Samsung e outras empresas já estão criando produtos equipados com sensores que têm o potencial de coletar informações sobre pressão arterial, temperatura corporal, níveis de glicose, hidratação, níveis de oxigênio e condições do ar exterior.

Além disso, algoritmos de software estão sendo desenvolvidos para coletar informações distintas sobre a saúde de uma pessoa com o objetivo de oferecer um diagnóstico de possíveis doenças que, conforme seus apoiadores, poderia acabar sendo mais exato do que o de um médico.

Recursos - Segundo Malay Gandhi, diretor administrativo da Rock Health, empresa de capital de risco com foco na saúde e sede em São Francisco, uma das questões urgentes é saber se o FDA e outros órgãos possuem recursos e pessoal necessários para supervisionar esse setor, que avança a passos largos.

O orçamento anual do FDA é de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, um quarto dos US$ 18 bilhões em lucros gerados pela Apple em seu trimestre mais recente. Conforme Patel, as principais corporações, como Apple e Google, deverão ter um papel na análise de aplicativos para assegurar que os desenvolvedores de software não estejam exagerando os benefícios de seus produtos. Ambas as empresas visitaram a sede do FDA, em Maryland, para conversar sobre as iniciativas na área de saúde.

O órgão emitiu diversas diretrizes para explicar quando pretende examinar mais de perto os aparelhos de vestir e os aplicativos de smartphones. As preocupações do FDA se concentram em acessórios e software que tentam reproduzir funções de um aparelho médico — não nos recursos que simplesmente monitoram os passos ou o ritmo cardíaco, disse Patel, mas uma questão fundamental é como uma pessoa poderia ser prejudicada, caso o produto falhe.

As diretrizes do FDA sobre a regulamentação de aplicativos móveis, publicadas em fevereiro, deixam os aplicativos de monitoramento de atividades físicas e outros produtos relativos ao bem-estar praticamente de fora de qualquer controle, enquanto que a tecnologia utilizada para diagnósticos, tratamentos e prevenção será analisada com mais atenção.

Depende muito de como o aparelho é comercializado, disse Patel. Se uma empresa promove um produto que auxilia médicos a tomar decisões médicas, isso exigirá uma supervisão maior, disse ele. Em janeiro, o FDA aprovou pela primeira vez um aplicativo para iPhone que monitora o nível de glicose.

Confiança - Ainda segundo Patel, o FDA observará de perto novas tecnologias que pretendem diagnosticar doenças ou recomendar tratamentos. De acordo com o CEO da Apple, Tim Cook, aparelhos e serviços como o Apple Watch e o sistema HealthKit de sua empresa talvez possam ajudar a identificar algumas doenças e casos de câncer nas próximas décadas.

“Precisamos ter confiança no que obtemos”, disse Patel. “A trajetória foi traçada e todos os sinais apontam nessa direção, mas, do mesmo modo, a pesquisa e a ciência precisam nos dar essa confiança. Tudo se resume a se vai funcionar ou não”.

Patel disse que, à medida que mais produtos relativos à saúde chegarem às mãos dos consumidores, as responsabilidades de supervisão do FDA se tornarão cada vez mais fundamentais. “O FDA tem um papel a cumprir para oferecer aos pacientes e consumidores um nível de confiança em que possam utilizar (esses produtos)”, disse ele.

As informações são da Bloomberg.



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