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14/06/12
Biotecnologia é futuro promissor para as farmacêuticas
Medicamentos produzidos a partir de células e outros organismos vivos devem se tornar maior fonte de receita da indústria
Da redação

A biotecnologia é a nova frente nas pesquisas e a nova arma contra o câncer. Em vez de componentes químicos, a técnica usa células e outros organismos vivos para tratar doenças. Até 2014, sete medicamentos frutos de pesquisa de biotecnologia deve estar no ranking dos dez maiores do mundo em termos de receita. Em 2000, apenas um biotecnológico estava na lista das dez drogas que mais geravam receitas. As informações são da revista "Exame".


Atualmente, cinco medicamentos compõem a lista, entre eles drogas indicadas para o tratamentos de artrite e diabetes. O crescimento aconteceu em parte por razões científicas. A evolução da engenharia genética e o mapeamento do genoma humano, concluído em 2003, permitiram aos cientistas desenvolver pesquisas para tratamentos mais eficazes.


As substâncias deste tipo de medicamento caem na circulação sanguínea e causam menos efeitos colaterais e são considerados ideais para pacientes com tumores. Na lista das drogas que mais faturam hoje, duas são biotecnológicas indicadas para o tratamento de câncer — número que deve crescer nos próximos anos.


Mercado - O interesse dos laboratórios por remédios biotecnológicos tem razões comerciais também. As patentes de alguns dos mais lucrativos medicamentos químicos começaram a expirar recentemente. “As corporações estão investindo em biotecnologia numa tentativa de recuperar uma parcela das fontes de receita perdidas”, disse à "Exame" Michael Rosen, vice-presidente do ForestCity, grupo que controla o parque tecnológico do Massachusetts Institute of Technology (MIT).


Para os grandes laboratórios, as pesquisas em biotecnologia representam um vasto campo a ser explorado, diferente das investigações com drogas químicas, há décadas o foco do setor.


Aquisições - Por anos, a área de medicamentos químicos foi a preferida dos laboratórios, porque a pesquisa e o desenvolvimento deles são mais baratos do que a produção dos biotecnológicos. Algumas empresas, com o objetivo de recuperar o tempo perdido, tem comprado grandes companhias de biotecnologia. A Pfizer, por exemplo, comprou a Wyeth por quase R$ 70 bilhões.


Em abril, a inglesa AstraZeneca comprou por 1,2 bilhão de dólares a americana Ardea Biosciences, que estuda medicamentos para alguns tipos de câncer. A companhia americana tem menos de 100 funcionários.


O que tem atraído a atenção das farmacêuticas em especial são as empresas dedicadas à pesquisa de um ou mais dos cerca de 200 tipos de câncer catalogados. Ao comprá-las, ganham alguns anos de pesquisa — em outras palavras, usam as aquisições como estratégia para atalhar o caminho até o lançamento de um remédio.  


No Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou investimentos em duas empresas: a Bionovis, formada pelos laboratórios Aché, EMS, Hypermarcas e União Química, e outra empresa ainda sem nome, dos laboratórios Biolab, Cristália, Eurofarma e Libbs. Cada uma recebu R$ 500 milhões do banco estatal.



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