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12/04/13
Brasil começa a integrar mapa mundial da cirurgia robótica
Segundo especialistas, cerca de 600 procedimentos com tecnológico de equipamentos robóticos foram realizados no país em 2012. Previsão para 2013 é o dobro. Em todo o mundo, o número de cirurgias desse tipo chegou a 450 mil em 2012
Valor Econômico

Lentamente, o Brasil começa a integrar o mapa mundial da cirurgia robótica. De acordo com especialistas, a estimativa é de que, em 2012, foram realizados 600 procedimentos no país com o auxílio tecnológico de equipamentos robóticos. A previsão para 2013 é o dobro. Em todo o mundo, o número de cirurgias desse tipo chegou a 450 mil este ano.

De acordo com o portal da Intuitive, líder mundial na fabricação de tecnologia de ponta em medicina, em todo o mundo, já são mais de 2.500 equipamentos cirúrgicos robóticos. Mil e oitocentos estão nos EUA e 400 na Europa. O Brasil, que tinha apenas um robô cirúrgico em 2008, chegou a três em 2012, e agora conta com sete. Até o final de 2013, devem chegar mais três. O preço das cirurgias realizadas é considerado um dos gargalos para a difusão da tecnologia: em torno de R$ 28 mil, no caso de uma prostatectomia (retirada da próstata), e R$ 80 mil, em alguns procedimentos cardíacos.

De acordo com Anuar Ibrahim Mitre, do Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sírio e Libanês, a cirurgia robótica provoca menos sangramento, reduz os riscos para o paciente e permite um tempo de recuperação menor. O Sírio e Libanês é pioneiro na introdução deste tipo de tecnologia no país, e possui dois Da Vinci Surgical System da Intuitive - um apenas para treinamento. O equipamento foi desenvolvido nos EUA para possibilitar operações à distância dos soldados americanos feridos na Guerra do Iraque. Custa entre US$ 2,5 milhões e US$ 3,5 milhões e reduz quase à metade o tempo de duração das cirurgias.

Durante o procedimento, o médico fica instalado em um console a três metros do paciente, por onde controla os braços do aparelho através de de censores acoplados às mãos. Os braços robóticos são capazes de fazer movimentos de rotação completa que mãos humanas não conseguem executar. O procedimento pode ser realizado em situações delicadas, de incisões de válvula mitral em cirurgias cardíacas a histerectomias (retirada do útero) com incisões de 5 a 8 milímetros.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, realiza cerca de 100 procedimentos por ano com o Da Vinci. Noventa por cento das operações são urológicas. A técnica, em alguns casos de câncer de próstata, garante maior chance de preservação da continência urinária e da sexualidade do paciente. De acordo com Mauro Medeiros Borges, superintendente médico do Oswaldo Cruz, é um caminho sem volta na medicina. 

Segundo Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo, presidente do conselho de robótica do Hospital Albert Einstein, pioneiro em cirurgia robótica cardíaca e de câncer de esôfago, no Einstein, que tem vocação em procedimentos de alta complexidade, coube como uma luva. A instituição, que tem um Da Vinci, já encomendou um equipamento de terceira geração.

Há um modelo no Hospital 9 de Julho, de São Paulo, referência em gastroenterologia, oncologia, ortopedia e urologia. O equipamento, que custou US$ 3,5 milhões, foi o maior investimento já feito pela unidade em tecnologia. Além de tornar os procedimentos mais seguros, a versão possui uma plataforma que integra novas tecnologias como a iluminação fluorescente, utilizada para a visualização de vascularização e tumores. A máquina permite ainda que o médico execute todos os procedimentos através de um único acesso, o umbigo do paciente, nos casos de remoção da vesícula. Segundo Alexandre Rosé, diretor do 9 de Julho, trata-se de um avanço em expansão no país.

Outros dois Da Vinci de terceira geração estão no Rio de Janeiro, no Hospital Samaritano e no Inca, única unidade nacional que opera com tecnologia robótica pelo SUS. Todo o investimento - instalações, equipamento, transferência de tecnologia e pacote de treinamento dos médicos nos EUA - custou R$ 10 milhões. Inicialmente, a nova tecnologia beneficiou as especialidades de urologia e cirurgia geral, mas deve chegar também às cirurgias de cabeça e pescoço, ginecológicas e torácicas. Para Fernando Gjorup, diretor médico do Samaritano, o investimento faz parte da perspectiva de oferecer a melhor medicina.

Para ingressar na era da medicina robótica, o Pró-Cardíaco, do Rio de Janeiro, recorreu à tecnologia Siemens. A sala híbrida da unidade é pioneira na América Latina. Segundo Antônio Ribeiro, gerente de angiografia da empresa, a Siemens tem um equipamento robótico com tecnologia capaz de reduzir em até 75% a dose de radiação. Já Evaldo Tinoco, diretor-clínico do Pró-Cardíaco, acredita que esses avanços representam uma mudança de paradigma na medicina.

*As informações são do Valor Econômico.



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