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12/03/12
Brasil realiza 1º transplante de pulmão recondicionado
InCor realizou procedimento com técnica desenvolvida na Suécia que permite reutilização de órgão após recuperação
Da redação

O Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em São Paulo, realizou, no último dia 2, o primeiro transplante do país e da América Latina usando um pulmão recondicionado.

 

O órgão, que não tinha condições para ser transplantado, foi recuperado graças a um processo desenvolvido na Suécia. A técnica foi usada pela primeira vez no país escandinavo em 2005. As informações são da Folha Online e da Agência Brasil.

 

Antes de realizar o primeiro transplante, o InCor realizou testes em 30 pulmões doados e que não teriam condições de transplante sem a nova técnica.

 

"Essa foi uma exigência da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Por um lado, demoramos mais para começar a usar o tratamento. Por outro, já temos experiência acumulada de três anos de estudos", diz o cirurgião Fábio Jatene, coordenador do Programa de Transplante de Pulmão do InCor.

 

A técnica já é usada também nos Estados Unidos e Canadá. Jatene afirma que 80% dos pacientes que recebem novos pulmões sobrevivem um ano após a cirurgia, que é o período mais crítico.

 

A sobrevida deste tipo de transplante, que aconteceu no Instituto do Coração, em São Paulo, tem sido semelhante à do procedimento comum, segundo a experiência internacional.

 

Segundo Jatene, o objetivo do recondicionamento é aumentar o número de transplantes ao reduzir a proporção de órgãos doados que são rejeitados.

 

O pulmão recondicionado foi recebido por Mateus de Moura, um mineiro de 31 anos, que sofria de fibrose pulmonar. Ele recebeu dois novos pulmões.  “Fibrose pulmonar causa endurecimento dos pulmões. E, no caso dele, a doença afetou os vasos do pulmão. Esse pulmão endurecido fica menor, mais pesado e com dificuldade para encher e esvaziar o ar”, explicou Jatene à Agência Brasil.

 

A taxa de uso de pulmões de doadores de múltiplos órgãos vai de 5% a 10% no Brasil. A técnica não recupera órgãos que tenham sofrido perfurações ou infecções.

 

Em 2011, o Brasil realizou 49 transplantes de pulmão, 160 de coração e 1.492 de fígado. Os dados são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos.



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