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23/08/13
Como a impressão 3-D poderá revolucionar o setor da saúde
Reportagem publicada pelo HealthBiz Decoded mostra como a nova tecnologia poderá diminuir os custos e aumentar a rapidez em alguns procedimentos médicos
HealthBiz Decoded

Utilizado para diminuir custos e desenvolver protótipos com mais rapidez, atualmente a impressão 3-D ganhou força e redefiniu alguns tipos de procedimentos. A tecnologia tem sido utilizada em áreas como arquitetura, design industrial, indústria automotiva, engenharia aeroespacial, militar, civil, moda e alimentos.

Na medicina, de acordo com matéria publicada pelo portal HealthBiz Decoded, o procedimento teve um grande sucesso na fabricação de próteses, tratamento dentário e aparelhos auditivos que podem ser realizados a partir do plástico e outros materiais flexíveis que muitas vezes precisam ser adaptados para um determinado paciente. “Mas os cientistas têm trabalhado além disso, pelo menos na teoria, como na impressão de vasos sanguíneos, peles, e até mesmo com células-tronco embrionárias”, diz o texto.

Segundo Markus Fromherz, diretor de inovação da Xerox na área da saúde, a maior vantagem é que tudo pode ser personalizável. De acordo com o texto, são três categorias de cuidados na área de saúde onde a impressão 3-D já é aplicada ou poderá ser desenvolvida, como próteses (scaffolding), dispositivos médicos e tecidos humanos.

Fromherz avisa que a tecnologia de impressão já revolucionou o setor de próteses. “A aplicação de próteses para o joelho já é um procedimento muito comum. Existem seis ou mais tipos diferentes de acessórios que os médicos utilizam”, disse. Agora, com a impressão 3-D, os médicos não estão limitados a estes seis modelos. Podem conceber uma prótese específica para cada paciente.

Para o executivo da Xerox, pacientes com joelhos personalizados não precisam mais perder “centímetros extras” nos procedimentos cirúrgicos. Ao invés disso, a cirurgia pode ocorrer no local ideal, “o que poderia levar a um tempo de recuperação mais rápido e melhor funcionalidade”.

Mais fortes e flexíveis, a reportagem aponta que as novas articulações do joelho, por exemplo, imitam ossos e cartilagens e podem ser impressas com nylon. “Estas cirurgias já estão disponíveis em centros médicos de primeira linha, como a Clínica Mayo”, diz o texto.

Em relação a aparelhos auditivos, a maioria já é produzida através da impressão 3-D, uma vez que eles são personalizados para o usuário, e o processo de digitalização, modelagem e impressão economiza tempo em relação ao processo artesanal. “O que costumava levar uma semana, agora leva menos de um dia”.

A reportagem também aponta que o desenvolvimento de coroas e implantes dentários costumava demorar até duas semanas. Agora pode ficar pronto em até um dia. A impressão de dispositivos médicos é, segundo Fromherz, de menor valor, “na medida em que um hospital encontra-se preocupado com a causa”.

A tecnologia pode ser ainda mais eficiente quando médicos precisarem criar um novo dispositivo em relação às situações consideradas imprevisíveis e raras. “Em maio de 2013, médicos imprimiram uma tala personalizada para um recém-nascido com uma problemas na traqueia, e isso salvou a vida do menino”.

Por outro lado, o texto revela que criar tecidos e órgãos imprescindíveis à manutenção da vida é algo muito mais difícil. “A impressão de um tecido humano funcional será um divisor de águas, mas isso ainda está longe”, afirmou Fromherz.

O próximo passo será construir com o auxílio da eletrônica, disse Fromherz. “Joelhos artificiais podem incluir sensores para medir a pressão e a saúde do joelho, conectados sem fio a um aplicativo ou software do provedor”.

“Se você estiver imprimindo um dispositivo, parte do corpo ou tecido a partir do zero, não vai ser muito difícil acrescentar a eletrônica no projeto", disse ele. “Cada dispositivo de impresso ou tecido poderia funcionar como uma fonte de dados. Mas a impressão 3-D não é infalível, e há questões regulatórias e de casos de uso ainda a serem respondidas”, completou.

Mas nem todo mundo vai ser qualificados para “criar um joelho”. A tecnologia poderá, um dia, ser mais útil em hospitais militares ou no local exato de um acidente. “Eu tenho certeza de que, no futuro, haverá impressoras 3-D em cada casa e nos hospitais. Mas agora a tecnologia não é rápida o suficiente”.

Com informações do HealthBiz Decoded.



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