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29/05/14
Copa: Governo lança aplicativo Saúde na Copa para torcedores
Aplicativo oferece dicas de localização de farmácias, postos de atendimento mais próximos e também permite que o torcedor informe sobre e seu estado de saúde
Da redação

Brasília - O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (27), um aplicativo voltado para torcedores brasileiros e estrangeiros batizado de Saúde na Copa. A ferramenta oferece dicas com localização de farmácias, postos de saúde próximos e a possibilidade do torcedor informar o seu estado de saúde. As informações são do Estado de S. Paulo;

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, trata-se de uma via de duas mãos: o torcedor recebe dicas e, ao mesmo tempo, ajuda autoridades sanitárias a monitorar as condições de saúde em geral no período da Copa.

As informações captadas serão analisadas por um Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde, que irá entrar em operação nesta quarta-feira (28), em Brasília, com ramificações nas cidades-sede. A equipe trabalhará até o dia 23 de julho, com esforço redobrado nos dias de jogos.

A proposta é captar informações sobre problemas relacionados à saúde e coordenar as medidas que devem ser adotadas para socorro. Entretanto, a expectativa é de que a vinda de torcedores para jogos da Copa não provoque impacto no sistema de saúde. Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, as experiências em outras copas mostram que 1% a 2% dos viajantes necessitam de atendimento médico. Desse grupo, 99,5% a 99,8% são atendidos na própria arena

A responsabilidade dos atendimentos médicos serão divididas com a Federação Internacional de Futebol (Fifa). Dentro dos estádios e num raio de até dois quilômetros o atendimento cabe à federação.

Além desse limite, a atribuição é das secretarias municipais e estaduais. De acordo com Barbosa, o ministério da Saúde não teme um aumento de risco de doenças infecciosas e cerca de 75% dos viajantes que vêm ao País no período da Copa são procedentes de países americanos, com perfil epidemiológico muito parecido com o do brasileiro.

O centro nacional de operações funcionará em Brasília, com boletins diários sobre atendimentos de saúde, inspeções sanitárias e fichas de atendimento nas arenas. O centro tem responsabilidade de coordenar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as informações prestadas pelas secretarias de saúde.

Chioro tem convicção de que o país está preparado e deu um passo consistente para formar um sistema de saúde integrado para lidar com grandes eventos e proteger os turistas, "sejam estrangeiros ou brasileiros", disse.

As atividades de vigilância não ficarão restritas aos estádios e também deverão ser feitas nos hotéis oficiais, rede assistencial, bares e restaurantes e centros de treinamento. Cerca de 10 mil pessoas foram treinadas para identificar as situações de emergência.

Planos de contingência, preparados para atender problemas como acidentes com múltiplas vítimas, com produtos químicos, radiológicos, biológicos, nucleares ou outros desastres foram preparados e testados.

As secretarias estaduais e municipais vão montar em locais próximos dos estádios postos médicos avançados, que funcionarão como Unidades de Pronto Atendimento. As atividades poderão ser complementadas pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde, caso seja necessário.



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