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08/10/13
Demanda por aplicativos deve aumentar no setor de saúde
Alguns profissionais já começaram a empreender nessa área. Quando usados como uma ferramenta extra pelos médicos, os aplicativos permitem um monitoramento a distância mais eficaz
Da Redação

São Paulo - O mercado de aplicativos de saúde para dispositivos móveis - conhecido como mHealth - deve passar por três fases, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa Research and Markets. Após a fase inicial e o estágio de comercialização das tecnologias, marcado pelo desenvolvimento de soluções e modelos de negócio, espera-se que esses aplicativos se tornem parte dos planos de tratamento dos profissionais de saúde. As informações são do Estado de S. Paulo.

Atualmente, a principal crítica ao uso destes sistemas em aparelhos de celular são sobre os riscos de uso isolado, sem acompanhamento médico, entre outras razões. Um dos motivos é que os aplicativos usam informações de médias populacionais para calcular resultados, ou seja, com menos eficácia do que uma análise personalizada dos dados. 

Quando usados como uma ferramenta extra pelos médicos, podem gerar big data - termo utilizado para descrever grandes volumes de dados - para ajudar na prevenção de doenças e permitir o monitoramento a distância mais eficaz de aspectos da saúde do paciente. ?

Existe uma tendência dos médicos acolherem esses sistemas. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, a tecnologia não substitui o médico, mas o torna mais necessário para interpretar os dados?.

Alguns profissionais da saúde já começaram a empreender nessa área. O aplicativo para gestão de dieta TecnoNutri, que possui 1 milhão de usuários, foi criado pela nutricionista Cláudia de Freitas e o empresário Márcio Freitas. Márcio explica que percebeu a dificuldade que o médico tem de fidelizar o tratamento a partir do momento em que o paciente sai do consultório?. E quando o usuário começa a controlar os seus próprios números, passa a ter um poder preventivo inédito.?

Empresas farmacêuticas e desenvolvedoras de produtos na área de saúde também já começam a produzir suas próprias soluções. Recentemente, uma fabricante de colírios procurou a Pontomobi com o interesse em produzir um aplicativo para lembrar os usuários de reaplicar o produto no intervalo correto.

Terence Reis, da Pontomobi, conta que percebeu um interesse crescente por esse tipo de solução, "primeiro porque você estimula o uso, e, depois, porque aumenta a eficiência do tratamento?", disse.

Segundo Marcio Pissardo, da Livetouch, desenvolvedora do aplicativo de controle de peso NutraBem, planos de saúde e laboratórios também deverão se apropriar cada vez mais das tecnologias para celular. ?A tendência, segundo ele, é que cada vez mais pessoas tenham nos smartphones o registro da evolução da saúde e que os próprios laboratórios comecem a ceder esses registros.?

Os próximos dois anos devem ser fundamentais para o fortalecimento do mercado de mHealth. Segundo Reis, que aposta em um futuro no qual operadoras de saúde ofereçam benefícios como descontos para quem usar aplicativos regularmente, com o início das vendas do Google Glass no próximo ano, novas soluções devem surgir para melhorar a qualidade da interação?.



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