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12/04/13
Ferramentas de TI são indispensáveis em hospitais
Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) estima que menos de um terço dos hospitais tinham algum tipo de sistema de informação até 2012
Valor Econômico
Para os hospitais públicos e privados, a utilização de ferramentas de tecnologias da informação e comunicação (TICs) é indispensável para melhorar o desempenho e ganhar eficiência. Segundo a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), não há números oficiais sobre a utilização do prontuário eletrônico do paciente (PEP) no país. No entanto, estima-se que, até 2012, menos de um terço dos hospitais tinham algum tipo de sistema de informação. Desses, menos de 5% utilizavam o PEP.

Entre as exceções está o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul que, desde a década 80 passou a automatizar os processos. Lá, a implantação do PEP passou a integrar diversas áreas da unidade durante a década de 90. Iniciativa semelhante foi tomada na rede pública do Distrito Federal, integrada por 12 hospitais, mais de 30 centros de saúde e cerca de 20 laboratórios. No DF, a implantação do PEP começou em 2007, no Hospital Regional do Gama. Atualmente, são mais de 2,5 milhões de pessoas com histórico médico registrado no sistema (consultas, diagnósticos e exames realizados). Como resultado do armazenamento eletrônico, gastos com exames e remédios caíram pela metade.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo se tornou referência em TI na área de saúde. Segundo o engenheiro Jacson Barros, diretor coordenador de TI do Núcleo Especializado em Tecnologia da Informação da unidade, o hospital precisa ter uma TI do tamanho e com a maturidade que a instituição precisa. Todos os prédios do quadrilátero da unidade são interligados por fibra óptica. Há oito anos, foi implementado um anel óptico que suporta a comunicação entre seus quase 20 mil funcionários.

De acordo com Barros, ao assumir, em 2011, os maiores desafios foram prover os serviços essenciais, correio eletrônico, segurança e compartilhamento de serviços. Além disso, havia a falta de interoperabilidade dos sistemas instalados. Alguns pilares estratégicos também foram adotados, como não desenvolver software in house e reestruturar a gestão. O projeto foi desenhado em 2011 e a implantação do sistema de gestão começou em janeiro deste ano. Serão 36 meses para ser finalizado.

Em relação à utilização de e-mails, a disponibilidade per capita passou de 25 Mbps para 30 Gbps, e o correio eletrônico está na nuvem do Google, enquanto as ferramentas de colaboração dispõem do Google Apps. A segurança é garantida pela adoção da ferramenta Single sign-on (SSO), que controla o acesso, independente dos softwares existentes. 

De acordo com Eliezer Silva, gerente médico de pacientes graves do Hospital Albert Einstein, atualmente, equipamentos como monitores, desfibriladores, aparelhos de ultrassom, entre outros não são mais exclusivos de UTIs. Podem ser incorporados à beira do leito do paciente. Além disso, Ricardo Santoro, diretor de TI do Einstein afirma que um eletrocardiógrafo portátil na casa do paciente pode enviar imagens ao hospital via iPhone.

O Hospital Vitória, do grupo Amil, de São Paulo, modernizou o atendimento integrado através do prontuário eletrônico do paciente, com utilização de tablets e do servidor PACS (Picture Archiving and Communication System - sistema de comunicação e arquivamento de imagens). Segundo o diretor médico do hospital, Luiz Cervone, a implementação da rede Wi-Fi começou pela UTI de adultos, seguiu para a infantil, em seguida para a neonatal. A expansão incluiu 11 pavimentos e o pronto socorro, e a unidade se transformou em um hospital sem papel, ganhando em segurança e agilidade.

*As informações são do Valor Econômico.
Tags: Hospitais, TI


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