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12/06/14
Google Glass já faz parte da rotina de alguns hospitais dos EUA
Acessório já começou a ser vendido apenas para quem mora nos Estados Unidos, mas venda faz parte de programa de testes. Em 2013, Google o disponibilizou para alguns profissionais de saúde selecionados
Da redação

Antes dos procedimentos de desinfecção e esterilização, em uma manhã de trabalho, Dr. Selene Parekh, um cirurgião ortopédico de que atende no Duke University Medical Center, em Durham, Carolina do Norte, utilizou o Google Glass na mesa de operação. As informações são do The New York Times.

O médico deu um comando de voz aos óculos conectados à Internet para iniciar a gravação e, em seguida, se voltou para o paciente, um motocicleta de meia-idade, vítima de acidente. Parekh cavou através do osso, reparou um metatarso quebrado e colocou uma placa de metal no pé do paciente.

Dr. Parekh vem utilizando o Google Glass desde 2013, quando o Google começou a vender versões de teste do dispositivo para milhares profissionais escolhidos a dedo por por US $ 1.500. O cirurgião agora utiliza o equipamento para gravar e arquivar todas as suas cirurgias em Duke, e logo ele pretende utilizar o equipamento para transmitir as operações ao vivo para hospitais na Índia, como uma forma de treinar os cirurgiões ortopédicos de lá.

"Na Índia, as cirurgias de pé e tornozelo estão cerca de 40 anos atrasadas em relação aos EUA", disse ele. "Então, é possível utilizar o Google Glass para transmitir aos cirurgiões ortopédicos em todo o mundo e aprender com os especialistas dos EUA", disse Parekh.

Tanto em Duke quano em outros hospitais, um número crescente de cirurgiões estão usando o Google Glass para transmitir procedimentos on-line e realizar consultas através de vídeos. Os desenvolvedores de software também criaram programas que transformam o projetor do Google Glass em um painel médico que exibe sinais vitais dos pacientes, resultados de laboratório urgentes e listas cirúrgicas.

"Tenho certeza de que vamos aproveitar tudo isso na medicina", disse Oliver J. Muensterer, cirurgião pediátrico que recentemente publicou o primeiro estudo sobre a utilização do Google Glass em medicina clínica. "Não é ainda a versão atual, mas uma versão no futuro, que será especialmente voltada para os cuidados em saúde, com todas as questões de privacidade, hardware e software resolvidas".

Em maio deste ano, o acessório começou a ser vendido apenas para quem mora nos Estados Unidos, mas ainda não é a versão final do produto e as vendas fazem parte de um programa de testes.

Para o estudo, publicado no The International Journal of Surgery, durante quatro semanas, Muensterer utilizou o Google Glass diariamente no Hospital Maria Fareri Crianças, do Westchester Medical Center, em Nova York. Segundo o cirurgião, a câmara não aponta diretamente para o que ele está olhando, mas filma apenas quando ele está debruçado sobre o paciente com seus olhos inclinados para baixo.

Na maioria das vezes, Muensterer teve que manter o dispositivo desconectado da Internet para evitar que dados e imagens do paciente fossem enviadas automaticamente para a nuvem. "Uma vez que está na nuvem, você não sabe quem tem acesso a ele", disse.

O Google ainda não anunciou uma data de lançamento para o Google Glass e a empresa se ??recusa a comentar sobre os testes na área médica. Mas, "a demanda é alta", disse Nate Gross, co-fundador do Rock Health, empresa de tecnologia médica. "Eu tenho me perguntado a cada dia se outros médicos querem de alguma forma incorporar o Google Glass em sua rotinas".

Fora dos hospitais, as preocupações com a privacidade levaram alguns bares e restaurantes a proibir esse tipo de dispositivo. Legisladores também propuseram restrições sobre a utilização do Google Glass durante cirurgias, citando preocupações e distrações. E médicos também levantam preocupações semelhantes.

Clique aqui para ler a texto completo (em inglês)




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