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13/06/12
Governo vai comprar R$ 1,5 bilhão em equipamentos médicos
Ministério vai priorizar materiais produzidos no Brasil ou de empresas que pretendem se instalar no país
Da redação

O governo vai comprar até R$ 1,5 bilhão em equipamentos e materiais médicos para hospitais. No entanto, para participar do edital de compra que o Ministério da Saúde vai lançar nos próximos dias, será preciso produzir no Brasil ou se comprometer com o governo a montar plantas produtivas em até cinco anos. As informações são do jornal "Valor Econômico".

As compras serão realizadas observando a margem de preferência de até 20% para fármacos e medicamentos não ativos, 25% para biofármacos e 8% para equipamentos hospitalares e medicamentos que sirvam de insumos. Essas regras estão previstas no programa Brasil Maior desde agosto do ano passado, e mesmo depois de regulamentadas em abril deste ano, o Ministério da Saúde ainda não tinha utilizado este dispositivo.

"Vamos usar o poder de compra do Estado em sua plenitude, no intuito de desenvolver no Brasil um complexo industrial da saúde capaz de suprir a demanda dos hospitais privados e públicos", disse Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, após a cobrança da presidente Dilma Rousseff para que os ministérios antecipassem suas compras como forma de estimular a economia. Gadelha afirmou que algumas compras devem acontecer já no inicio do segundo semestre.

O déficit comercial do complexo industrial da saúde (máquinas e equipamentos médicos e hospitalares, medicamentos, fármacos e biofármacos) no Brasil saltou de US$ 3 bilhões em 2000 para pouco mais de US$ 10 bilhões no ano passado. "Todo o nosso déficit comercial equivale a exportação do Mato Grosso, um dos principais polos exportadores de bens primários, em alta no mundo", diz Gadelha ao jornal.

Atualmente, o Ministério da Saúde conta com 34 parcerias público-privadas (PPPs) que envolvem a pesquisa e inovação no setor, com a participação, do lado público, de centros como Fiocruz e Instituto Butantã. Com a nova regra para participação em editais de compras do Ministério da Saúde, os técnicos da Pasta esperam ampliar o envolvimento de institutos federais de pesquisa, uma vez que estes "abrirão portas" para a instalação de plantas de empresas estrangeiras.

Investimentos estrangeiros - Recentemente, grandes multinacionais como GE e Philips anunciaram investimentos em plantas no Brasil.  A Philips já possui duas fábricas no país e fez uma série de aquisições nos últimos anos. Entre 2007 e 2010, a companhia holandesa investiu 350 milhões de euros. Em 2010, a GE inaugurou uma unidade de produção de raio X e ultrassom na cidade de Contagem (MG). O investimento deve superar a marca de US$ 50 milhões em dez anos.

Já a Siemens Healthcare, subsidiária da multinacional alemã, também expandiu sua atuação no ramo de equipamentos hospitalares no Brasil. A companhia anunciou a instalação de uma linha de montagem, que também deve produzir equipamentos de diagnóstico por imagem. A unidade fica em Joinville (SC). A gigante japonesa Toshiba pretende instalar no Brasil uma fábrica de aparelhos de diagnóstico por imagem. A unidade da Toshiba Medical deve ficar na cidade de Campinas, interior de São Paulo.



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