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29/10/15
Hackers chineses buscam segredos do setor de saúde dos EUA
Segunda maior seguradora dos país, a Anthem, foi vítima de um ataque cibernético. Segundo investigadores, banco de dados, que inclui funcionários do governo americano, poderia ser útil para as agências de inteligência chinesas
Da redação

Investigadores americanos descobriram que hackers chineses penetraram na segunda maior seguradora de saúde dos EUA, a Anthem Health Insurance, Medicare, & Group Health Plans, para entender como é estruturado o sistema de atendimento médico nos país. Segundo a investigação, a ação seria justificada devido aos esforços que o governo de Pequim vem fazendo para proporcionar atendimento de saúde a uma população em envelhecimento. Com informações do Financial Times.

A revelação apresenta uma nova direção ao ataque cibernético. Em fevereiro, a Anthem divulgou que teve o seu banco de dados violado e que isso comprometeu as informações pessoais de quase 80 milhões de segurados. Na mesma época, segundo fontes do setor, outras empresas de saúde suplementar foram hackeadas. Em março, a seguradora Premera informou que foi vítima de hackers, que se apropriaram de informações sobre cerca de 11 milhões de clientes.

À medida que a população chinesa torna­se mais rica e, consequentemente, mais exigente, questões relacionadas à assistência médica estão passando a ser um dos temas mais delicados em Pequim. A China comprometeu­se a fornecer acesso universal ao atendimento de saúde de qualidade para todos os cidadãos, a partir de 2020. No entanto, há uma intensa insatisfação com o custo e a qualidade dos cuidados em saúde, o que tem provocado muitos ataques pessoais contra médicos e um risco politico e perigoso entre ricos e pobres em relação ao acesso ao atendimento de saúde.

Os ataques cibernéticos que, acredita­se, têm origem na China, são um assunto espinhoso para as relações entre os dois países.

Dados desse tipo tornam algumas informações valiosas e passíveis de serem vendidas no mercado negro da internet, fazendo do setor um alvo popular para os hackers. Nos últimos dois anos, segundo um relatório da KPMG, cerca de 81% dos executivos da área de saúde dizem que suas empresas foram alvo de tentativas de ataque cibernético.

Fontes a par da investigação que envolve a Anthem acreditam que a justificativa para o ataque está ligada com o desejo de obter acesso à propriedade intelectual e aos segredos comerciais. Além disso, o banco de dados da Anthem, que inclui funcionários do governo americano, também poderia ser útil para as agências de inteligência chinesas.



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