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20/02/15
Hospital Interlagos apresenta método para laqueadura minimamente invasivo
Método relativamente novo no Brasil é amplamente usado nos Estados Unidos e Europa
Da Redação

Referência em gestão de alto risco e planejamento familiar no Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Maternidade Interlagos já trabalha com o Essure, um método que permite a laqueadura tubária por acesso minimamente invasivo, por meio de histeroscopia. O procedimento é oferecido gratuitamente às mulheres aptas e interessadas em aderir ao novo método de contracepção definitiva.

Ao manifestar interesse pelo procedimento, as mulheres assistem a uma aula em que os métodos disponíveis são apresentados e detalhados, com o objetivo de auxiliar na tomada da decisão. Boa parte das optantes são mulheres que não desejam mais filhos ou apresentam riscos cardiopatas, diabéticos ou outras patologias, que possam comprometer uma futura gravidez.

A tecnologia, relativamente nova no Brasil, porém amplamente utilizada nos Estados Unidos e Europa, é bastante simples de ser aplicada, como explica a Dra. Rita Cássia Calabresi, diretora técnica de saúde do Hospital Maternidade Interlagos. “A inserção do microimplante tubário, que fará a obliteração definitiva da tuba, ocorre por histeroscopia. Esta opção prescinde de cortes cirúrgicos e anestesias”, afirma.

A precisão e a praticidade do Essure também são aprovadas pelos especialistas. “Com eficácia de 99,8%, esta laqueadura é um procedimento ambulatorial. Por não ter qualquer tipo de corte, não necessita de internação, dispensa a anestesia por não causar grande estímulo doloroso. O tempo de colocação é estimado em cinco minutos, possibilitando livre mobilidade da paciente aproximadamente 30 minutos após a inserção.”, ressalta a Dra. Calabresi.

Tecnologia: O Essure tem apenas quatro centímetros de comprimento, introduzido pelo canal vaginal com um aparelho muito fino, o histeroscópio, até o interior da tuba uterina, ligada ao útero. Um dispositivo é colocado em cada tuba e ocorre uma ação mecânica, que provoca uma resposta natural do corpo, no tecido da tuba uterina, promovendo seu fechamento em um período médio de três meses.

“Nesse intervalo, a paciente é orientada a continuar a usar outra forma de contracepção. Após 90 dias, em média, uma ultrassonografia transvaginal é realizada para confirmar o posicionamento. Depois deste processo, não é mais necessário o uso de outro método contraceptivo”, informa a médica.

Cerca de 3.000 mulheres brasileiras colocaram o Essure desde 2008. Além de São Paulo, outros Estados como o Distrito Federal, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Tocantins, já disponibilizam a técnica.



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