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21/03/16
LOréal e Rede DOr vão reconstruir pele humana para testes
Tecnologia tem como base peles reconstruídas a partir de fragmentos de cirurgias plásticas doadas por pacientes. Marca francesa investirá R$ 1 milhão na parceria
Da redação

A multinacional francesa L'Oréal, maior fabricante de cosméticos do mundo, divulgou nesta segunda-feira (21) uma parceria firmada com o instituto de pesquisas brasileiro IDor, ligado à rede de hospitais D'Or São Luiz (SP), com o objetivo de reconstruir pele humana em laboratórios brasileiros. Com informações da Exame e Valor Econômico.

No primeiro ano, a marca francesa investirá R$ 1 milhão na parceria. Os recursos serão aplicados em pesquisas e treinamento de técnicos da subsidiária brasileira que farão intercâmbio com o IDor. A base das pesquisas em engenharia de tecidos é realizada na cidade francesa de Lyon e tem capacidade para gerar cerca de 100 mil tecidos por ano, que são utilizados em testes de cosméticos.

A tecnologia tem como base peles reconstruídas a partir de fragmentos de cirurgias plásticas doadas por pacientes. Segundo Blaise Didillon, diretor de tecnologia e inovação da L'Oréal no Brasil, as células são isoladas e multiplicadas em laboratório.

O acordo, conforme a marca francesa, é mais um passo para fortalecer a estratégia de não realizar testes com pele de animais, além de permitir uma maior segurança nas fórmulas. A tecnologia já está disponível na Europa e em alguns países da Ásia. Já no Brasil, o mesmo não acontece devido à restrições com relação às importações. 

A L'Oréal possui a validação dos métodos e se propôs a compartilhar as inovações com países onde a legislação abraça o desenvolvimento de novas alternativas aos testes convencionais de cosméticos, como o Brasil. Ainda segundo Didillon, trata-se de uma ferramenta importante para garantir de vez mais segurança nos produtos.

A ideia é disponibilizar a tecnologia a curto prazo. Além disso, Didillon destaca que esse "know how" poderá ser utilizado em outras áreas como na medicina regenerativa, na pesquisa biomédica e na avaliação de toxicologia.

No IDor (Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino), a parceria será utilizada além da cosmética, disse Stevens Rehen, pesquisador e professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



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